Governo reage a subida de ‘outlook’ pela Fitch: Progressos “resultam da estratégia seguida” na atual legislatura

Ministério das Finanças defende que “crescimento expressivo do investimento, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas” resulta das políticas seguidas pelo Governo.

José Sena Goulão/Lusa

O Ministério das Finanças reagiu à subida do ‘outlook’ da dívida soberana portuguesa pela Fitch destacando que os progressos sinalizados pela agência de notação financeira resultam das políticas seguidas pela atual legislatura.

“O crescimento expressivo do investimento, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas resultam da estratégia seguida pelo atual Governo”, refere o ministério liderada por Mário Centeno num comunicado divulgado esta sexta-feira.

A Fitch manteve esta sexta-feira a notação da dívida soberana portuguesa em ‘BBB’, mas subiu a perspetiva de ‘estável’ para ‘positiva’, realçando a trajetória de redução da dívida pública face ao PIB e a diminuição do défice.

“A Fitch destaca também a melhoria das condições no setor financeiro, realçando a diminuição das responsabilidades contingentes do Estado, em particular no seguimento da venda do Novo Banco em 2017, e a redução do rácio do crédito malparado de um máximo de 17.9% em junho de 2016 para 9.4% no final de 2018”, diz ainda o Governo.

O Ministério das Finanças sublinha que “a recente desaceleração do crescimento económico é atribuída à menor dinâmica económica da zona euro” e ainda assim a agência estima que, no curto-prazo, “que a procura interna contribuirá para sustentar o crescimento”.

“Estas expectativas estão, aliás, em linha com a informação publicada recentemente pelo INE, que revela que a aceleração do crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2019 traduz um aumento mais pronunciado da procura interna e, particularmente, do investimento, que mais do que compensou a diminuição do contributo para o crescimento proveniente do comércio internacional”, acrescenta.

As Finanças referem ainda os mínimos históricos das obrigações portuguesas a 10 anos no mercado secundário, que tocaram esta quinta-feira pela primeira vez abaixo de 1%, acrescentando que “o diferencial face a Espanha tem também vindo a reduzir-se ao longo de 2019”.

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