Governo recusa adiar exames para médicos

O primeiro-ministro sublinhou que o impedimento do adiamento dos exames para médicos internos está inscrito na proposta 278, no número quatro do Orçamento do Estado para 2021.

Durante reunião plenária, o primeiro-ministro, António Costa, rejeitou a ideia de um possível adiamento de exames para médicos internos e invocou uma medida do Orçamento do Estado (OE) para 2021 para o impedimento desta medida.

Em resposta ao Partido Ecologista Os Verdes (PEV), António Costa explicou que na votação do OE foi definido “o calendário concreto para o processo de contratação e data dos exames”. O primeiro-ministro sublinhou que o impedimento do adiamento dos exames para médicos internos está inscrito na proposta 278, no número quatro do OE 2021.

Por sua vez, o deputado dos ecologistas José Luís Ferreira apontou que “médicos internos que chegam ao fim da especialidade têm de fazer exame final”. O deputado do PEV lembrou que os exames foram reagendados para abril e referiu que “pouco ou nada resolve”.

“Com situação bem menos complicada os exames foram adiados para junho”, enalteceu José Luís Ferreira. O ecologista destacou a importância dos profissionais de saúde que “asseguram muitas das noites, fim de semanas e não podem usar os dias de descanso a que têm direito”. Nesse sentido, José Luís Ferreira perguntou se o Governo reconsiderava “mudança dos exames”.

Na sua segunda intervenção, José Luís Ferreira persistiu na Matéria e leu a proposta 278. “Diz respeito e só a médicos especialistas em medicina geral e familiar, mas a minha pergunta era sobre os médicos de especialidade hospitalar e portanto”, frisou.

Marta Temido respondeu que “o calendário da realização de exames está intimamente ligado aquilo que é o calendário de contratação e o calendário de contratação que foi fixado para o ano de 2021 foi fixado por esta casa. Por isso procuraremos cumpri-lo”.

 

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