Governo suspeita de mão criminosa nos incêndios na região do Pinhal Interior

A investigação criminal vai ser conduzida pela Polícia Judiciária. Sobre o SIRESP, o ministro Eduardo Cabrita garante que o sistema de comunicações tem estado “totalmente operacional”.

Foto cedida

O Governo suspeita de que houve mão criminosa nos incêndios que queimaram significativa da floresta da região do Pinhal Interior desde há mais de 24 horas, além de terem ferido 20 pessoas e terem reduzido a cinzas algumas seis habitações (última contabilização, sendo que uma de primeira habitação), tanto como inúmeras alfaias agrícolas.

“Como é que começam entre as duas e meia e a três e meia [de ontem, dia 20 de julho] cinco incêndios de dimensões significativas uma zona muito próxima?”, questionou-se hoje Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, em declarações aos jornalistas.

Na ocasião, o governante revelou que “essa estranheza foi desde o início transmitida, quer pelos bombeiros locais, quer pelos autarcas”, assegurando que as “entidades com competência é que lhes cabe investigar”, remetendo investigações para a Polícia Judiciária, que Eduardo Cabrita também tutela.

Sobre os feridos já registados com estes incêndios, oito bombeiros e 12 civis, o ministro da Administração Interna referiu que, neste momento, existe apenas “um ferido com prognóstico reservado”.

Eduardo Cabrita garantiu ainda que não houve qualquer falha no funcionamento do SIRESP, que foi alvo de graves críticas nos anos de 2016 e de 2017, os piores em Portugal no que diz respeito a incêndios de graves proporções.

“O SIRESP tem estado totalmente operacional. Foram, aliás, colocadas na zona, unidades de redundância, que não chegaram a ser utilizadas”, garantiu o ministro Eduardo Cabrita.

Desde o princípio da tar de ontem, diversas frentes de incêndios têm devastado uma área florestal que se calcula neste momento ser já superior a 10 mil hectares, nos concelhos de sertão, e vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, e de Mação, no distrito de Santarém, ameaçando nas últimas horas regressar ao distrito de Castelo Branco para entrar na floresta de Proença-a-Nova.

Estas frentes de incêndio, que já chegaram a ter uma extensão de cerca de 25 quilómetros têm estado a ser combatidos por mais de mil operacionais ao longo de todo o dia de hoje, com a ajuda de 14 meios aéreos.

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