Governo vai investir 21 milhões de euros na Expo Dubai 2020

Pavilhão português vai ter azulejos, calçada portuguesa, restaurante, ‘rooftop’ para diplomacia económica e mostras de música lusófona. No final da exposição, será desmontado e transportado para ser reerguido numa cidade portuguesa a designar.

O Governo português vai investir 21 milhões de euros na participação nacional na Expo Dubai 2020, que vai decorrer nos Emirados Árabes Unidos de 20 de outubro deste ano a 10 de abril de 2021.

É a primeira vez que Portugal participa numa exposição universal nos últimos dez anos, tendo a última presença ocorrido no certame de Xangai, na China, em 2010.

A apresentação da presença portuguesa na Expo Dubai 2020 decorreu na manhã de hoje, dia 14 de janeiro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

O chefe de Governo considerou que a Expo Dubai 2020 é uma grande montra mundial, configurando-se como uma oportunidade que Portugal não podia perder para promover a sua imagem a nível internacional e consolidar a vertente das exportações.

Sobre as exportações nacionais, António Costa sublinhou que em 2018 o seu valor “ultrapassou pela primeira vez os 90 mil milhões de euros”.

“Este número é significativo, mas também constitui uma enorme responsabilidade, porque o crescimento económico e o crescimento das exportações são um pouco como andar de bicicleta. Se deixarmos de pedalar, a bicicleta vai perdendo ritmo, paramos e, se não tivermos cuidado, caímos. Portanto, é essencial continuar a pedalar”, defendeu o primeiro-ministro.

Por isso, no entender de António Costa, Portugal “tem de continuar a trabalhar a imagem externa do país”.

“Bem sei que se diz muitas vezes que Portugal está na moda, mas eu diria que ainda não estamos suficientemente na moda. A nossa presença em todas as montras internacionais é da maior importância, porque isso permite aumentar o nosso valor enquanto país e o valor de cada serviço ou produto que exportamos”, sustentou o chefe de Governo.

António Costa sublinhou ainda que “a nossa presença na Expo Dubai é uma oportunidade que não podíamos perder”.

“Este é um investimento na valorização internacional do país, e não será ocasional, mas antes, perene”, garantiu o primeiro-ministro, aludindo ao facto de o pavilhão português neste certame, cuja construção está a cargo da construtora Casais, desde dezembro passado, ir ser desmontado no final da Expo Dubai  e posteriormente instalado numa cidade portuguesa, a designar.

Na Expo Dubai estão previstos cerca de 25 milhões de visitantes ao longos dos 173 dias de abertura ao público, estando já garantida a presença de mais de 190 países.

“É a montra perfeita para promover Portugal numa região do mundo com grande potencial de crescimento”, assinalou Luís Castro Henriques, presidente da AICEP.

Por seu turno, Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, destacou que “esta é também uma oportunidade para captarmos investimento direto estrangeiro e posicionar as nossas empresas”.

“Queremos competir no mercado internacional pela tecnologia, pela inovação e pelo valor acrescentado”, declarou o governante, que acrescentou que Portugal tem registado taxas de crescimento de exportações na ordem dos 10% na península arábica.

Eurico Brilhante Dias ressalvou que a presença nacional na Expo Dubai não se irá esgotar na vertente económica: “daremos particular destaque às nossas dimensões científica, tecnológica e cultural. Queremos mostrar aquilo que somos capazes de gerar”, garantiu.

“O pavilhão de Portugal é um convite para uma viagem pelo país, durante a qual se salienta a nossa capacidade de acolhimento, de inclusão e a nossa modernidade, a par de um legado histórico de respeito”, afirmou, por seu turno, Celso Guedes de Carvalho, comissário-geral na Expo Dubai 2020.

Este responsável adiantou que o pavilhão português na Expo Dubai 2020 terá no piso superior um restaurante, assim como um terraço (‘rooftop’) para contactos de “diplomacia económica”.

A programação vai procurar mostrar o caráter universal de Portugal e de países com laços culturais mais estreitos ao país, estando prevista uma mostra de música lusófona que vai viajar do fado à morna, sem esquecer o samba.

O pavilhão português vai mostrar a arte lusitana do azulejo, terá um piso de entrada em calçada portuguesa e está estimado que seja visitado por dois milhões de pessoas, o número que foi atingido na última exposição universal em que o país esteve presente, em Xangai 2010.

 

 

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