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Portugal vai receber Fórmula 1 em 2027 e espera receita de 140 milhões

O Governo confirmou esta terça-feira que o Autódromo Internacional do Algarve vai acolher o Grande Prémio da Fórmula 1 em 2027, cujo impacto económico deverá ser de 140 milhões de euros. “Excecional promoção da imagem de Portugal para mil milhões de pessoas”, destacou o ministro da Economia.
16 Dezembro 2025, 09h16

“É uma grande notícia para Portugal”. Foi desta forma que Manuel Castro Almeida, ministro da Economia, caracterizou a oficialização do regresso da Fórmula 1 a Portugal, esta terça-feira, durante o anúncio oficial.

O acordo entre o Governo português e os promotores do campeonato foi assinado em Londres, mas a data da realização do Grande Prémio só vai ser conhecida em junho de 2026, quando for definido o calendário do Campeonato do Mundo de 2027, sendo previsível que integre a ‘temporada’ europeia, durante a primavera.

“Associamo-nos ao anúncio que está a ser feito em Londres a esta hora, que Portugal volta a integrar o calendário do Grande Prémio de Fórmula 1 já em 2027, no Autódromo Internacional do Algarve, e também está previsto que a prova regresse em 2028”, disso o ministro da tutela.

Estas vão ser as 19.ª e 20.ªs edições do Grande Prémio de Portugal, novamente no Algarve, depois das corridas iniciais, em 1958 e 1960, no circuito da Boavista, no Porto, a de 1959 em Monsanto, em Lisboa, e entre 1984 e 1996 no Autódromo do Estoril, em Cascais.

A Fórmula 1 regressou a Portugal em 2020, após 24 anos de ausência do Mundial, na sequência da reorganização dos calendários devido à pandemia de covid-19, para a primeira de duas edições em Portimão, que vai voltar ao Mundial.

O Governo espera que cada uma das provas possa trazer a Portugal cerca de 200 mil visitantes e um impacto económico nunca inferior a 140 milhões de euros em cada um dos anos. Quanto a custos, Manuel Castro Almeida garante que será inferior ao valor da receita esperada de impostos sobre a atividade económica associada a estas corridas. “Temos alguma reserva em falar desses valores”, adiantou o ministro. Ainda assim, Manuel Castro Almeida garantiu que o valor será abaixo dos 50 milhões de euros (para 2027 e 2028) que tem sido adiantado pela imprensa como o custo suportado pelo Governo para receber a prova. Uma garantia que o Governo deixa neste momento: “Não haverá saldo negativo para o Estado”.

O Executivo espera também que cada um dos Grandes Prémios tenha 900 milhões de seguidores ao longo de quatro mil horas de transmissão televisiva. “É uma excecional promoção da imagem de Portugal junto de quase mil milhões de pessoas como um país com capacidade de atrair os eventos mais exigentes à escala mundial”, definiu o ministro da Economia.

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