Greve de motoristas: abastecimento máximo limitado a 15 litros de combustível diários a partir de segunda-feira

Matos Fernandes realçou ainda que para a parcela de distribuição de combustíveis que não será assegurada pelos serviços mínimos hoje decretados (entre 50% e 25% consoante os setores), serão necessários 180 camionistas e que o Estado está a dar formação a 500 agentes das forças de segurança e das Forças Armadas para colmatar essas lacunas.

Lusa

O abastecimento máximo vai estar limitado a 15 litros de combustível diários a partir das 00h00 da próxima segunda-feira, dia 12, primeiro dia da greve, avançou esta quarta-feira o ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes

Este ministro realçou ainda que para a parcela de distribuição de combustíveis que não será assegurada pelos serviços mínimos hoje decretados (entre 50% e 25% consoante os setores), serão necessários 180 camionistas e que o Estado está a dar formação a 500 agentes das forças de segurança e das Forças Armadas para colmatar essas lacunas.

O Executivo de António Costa vai impor serviços mínimos de 50% na greve dos motoristas marcada para 12 de agosto, por tempo indeterminado, e que os sindicatos já admitiram que terá consequências mais graves que a paralisação de Abril que gerou o caos no abastecimento de combustível.

Governo deverá decretar serviços mínimos até 48 horas antes do início da greve e já tinha sinalizado que o objetivo é alargá-los “até ao limite”.

Vieira da Silva justificou a medida com a sensibilidade do tema e revelou que “no transporte de combustíveis líquidos e matérias perigosas foram definidos serviços mínimos numa percentagem de 50% dos trabalhadores afetos a este setor”.

Já noutros setores como estabelecimentos prisionais, lares, transporte de medicamentos e animais, o Governo vai fixar serviços mínimos de 75%.

Despacho inclui a carga e descarga de matérias perigosas e não apenas o transporte de mercadorias, revelou o ministro Vieira da Silva.

Os serviços mínimos serão decretados, através de um despacho conjunto do ministro do Trabalho, Vieira da Silva, e do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Na greve dos motoristas de abril o Governo decretou serviços mínimos de 40% em Lisboa e no Porto.

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