Greve de sexta-feira deverá fechar centenas de escolas

A greve nacional da administração pública foi convocada a 6 de outubro pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

A greve dos trabalhadores da administração pública, agendada para próxima sexta-feira, 27 de outubro, deverá encerrar centenas de escolas por todo o país. “Mesmo faltando poucos funcionários, as escolas têm de fechar. Às vezes, basta faltar um para não haver condições para manter a escola aberta”, explicou ao CM o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, Filinto Lima.

Já o responsável pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, diz ao matutino que espera uma “adesão elevada” por parte dos docentes.

A Fenprof anunciou no passado dia 20 que se iria associar à paralisação nacional da função pública para defender os direitos, as carreiras, a estabilidade e os salários. A greve nacional da administração pública foi convocada a 6 de outubro pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

No passado mês de maio, a greve nacional da função pública começou logo a ter impacto, sobretudo no setor da saúde e, de manhã, nas escolas, muitas encerradas. Perto da hora do almoço, o balanço era de uma adesão de 75% em termos gerais, e de 90% naqueles dois setores.

“Vai ser uma grande greve”: Frente Comum antecipa paralisação de sexta-feira

Ler mais
Relacionadas

Professores anunciam nova paralisação para dia 27 de outubro

Em causa está a falta de resposta do Governo de António Costa para a questão da colocação de professores e a insatisfação com o regime de progressões nas carreiras previsto no Orçamento de Estado para o próximo ano (OE 2018).

“Vai ser uma grande greve”: Frente Comum antecipa paralisação de sexta-feira

A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública disse hoje à agência Lusa que todos os indicadores apontam para uma “grande adesão à greve” de sexta-feira.
Recomendadas

Motoristas e patrões não chegam a acordo. Governo diz que tentou resolver conflito pelo diálogo

“Obviamente que não esperávamos este desfecho”, admitiu o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos. O governante disse esta terça-feira que uma das partes quis definir resultados antes da negociação.
pedro-pardal-henriques-SNMMP

Sindicato dos motoristas de matérias perigosas anuncia novas formas de luta amanhã

O SNMMP contraria associação patronal: “Estamos dispostos a partir para um processo de mediação”. “Possível paralisação” está em cima da mesa.

Antram: “O sindicato dos motoristas de matérias perigosas recusa mediação”

O porta-voz da associação patronal, André Matias de Almeida, afirma que os motoristas de matérias perigosas querem “impor à cabeça aumentos”. “Não é assim que os processos se passam”, disse.
Comentários