Com uma taxa de ocupação de 87%, o volume de negócios total do Grupo Air France-KLM no final de 2023 foi de 30 mil milhões de euros, um aumento de 14% em comparação com o ano antigo. O lucro operacional atingiu os 1,7 mil milhões de euros, com uma margem operacional de 5,7%, um aumento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.
Já o resultado líquido foi de 900 mil euros, permitindo um retorno a capitais próprios positivos de 0,5 mil milhões de euros pela primeira vez desde 2019. A dívida líquida foi reduzida em 1,3 mil milhões de euros face ao final de 2022, resultando num rácio dívida líquida/EBITDA em 1,2 vezes. A liquidez está nos 10,5 mil milhões de euros.
Citado em comunicado oficial, o diretor-geral do grupo, Benjamin Smith disse que “em 2023, cumprimos os nossos compromissos ao alcançar um desempenho sólido nas áreas operacionais e financeiras, mantendo a nossa posição como grupo aéreo de referência em termos de desenvolvimento sustentável”.
Para aquele responsável, “entre as nossas principais conquistas, estamos satisfeitos por ter podido fortalecer ainda mais o nosso balanço. Também fizemos um pedido histórico de 50 novos Airbus A350 e de direitos de aquisição para 40 aeronaves adicionais, acelerando assim a renovação da nossa frota. Estas aeronaves de última geração permitem uma redução no consumo de combustível, nas emissões de CO2 e na pegada sonora. Também confirmamos a nossa posição como principal utilizador mundial de combustível de aviação sustentável, demonstrando a nossa determinação em aproveitar ao máximo esta alavanca de descarbonização para alcançar os nossos objetivos de desenvolvimento sustentável”, disse ainda.
Em 2024, uma das prioridades do grupo será continuar a fortalecer o desempenho registado em 2023. “Este ano será duplamente especial para nós, por um lado o 20º aniversário da Air France-KLM, e a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Paris 2024, em França, dos quais a Air France se orgulha de ser patrocinadora oficial”. Dois acontecimentos que não deixarão de alavancar os negócios da companhia aérea.
Refira-se ainda que, no quarto trimestre, a receita aumentou 6,7% em comparação com o quarto trimestre de 2022, impulsionado pela combinação de um aumento na capacidade (mais 6%) e uma melhoria na rentabilidade da atividade de passagens (mais 3,2%) parcialmente absorvida pela queda receita unitária de carga (menos 31,8%).
O lucro operacional caiu 190 milhões de euros em relação ao ano passado, impactado pela situação geopolítica em África e no Médio Oriente e um aumento do custo unitário, embora parcialmente compensado pela queda no preço dos combustíveis.
Refira-se que a Air France-KLM afirmou no ano passado querer ter mais informação sobre a privatização da TAP para decidir se avança com uma oferta pela companhia portuguesa. O grupo franco-neerlandês reiterou o interesse na operação de venda da transportadora nacional, tendo assim sinalizado o seu potencial interesse, que veio juntar-se ao interesses de uma parte importante das grandes companhias aéreas europeias.
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