Grupo Cooltra encerra 2018 com aumento de faturação de 70%

Como objetivos para 2019, a empresa Cooltra prevê continuar a consolidar o negócio, que nasceu em 2006, e pretende elevar a faturação até aos 42 milhões de euros.

Líder em soluções de mobilidade sobre duas rodas em toda a Europa, o grupo Cooltra, que se encontra espalhado por Lisboa, encerrou o ano com números recorde. Ao longo de 2018, a empresa faturou 26 milhões de euros, o que significa mais 70% que no ano anterior. O grupo também aumentou a frota, com 15 mil  motociclos em mais de 100 pontos de aluguer, e aumentou a equipa alcançando os 700 colaboradores atuais.

Como objetivos para 2019, a empresa Cooltra prevê continuar a consolidar o negócio, que nasceu em 2006, e pretende elevar a faturação até aos 42 milhões de euros. A aposta em veículos elétricos de duas rodas vai ter um relevo especial e a empresa estima que 75% da faturação provenha desses veículos. A previsão para este ano passa por aumentar a equipa até aos mil trabalhadores e aumentar a frota com dois mil novos veículos, perfazendo um total de 17 mil veículos, sendo que 56% deverão ser elétricos de forma a reforçar o compromisso do grupo para uma mobilidade mais sustentável.

Timo Buetefish, presidente e fundador do grupo Cooltra, garante que com estes veículos elétricos “a mobilidade será mais prática, simples e sustentável” e reforça que para isto acontecer já estão a trabalhar “para contribuir para uma mobilidade mais eficiente” para que 100% da frota seja elétrica.

Ainda que a maior parte do negócio da Cooltra pertença à própria empresa (53%), o serviço de aluguer de motociclos, a particulares e empresas, cresceu cerca de 170% em relação ao ano de 2017. A Domino’s Pizza, a Burguer King e a Prosegur são alguns dos clientes desta empresa. A eCooltra, motociclos elétricos partilhados, representam 29% do negócio e a EcoScooting, serviço de entregas sustentável, representa uma faturação de 18%.

A empresa expandiu os motociclos para Valência, no final de 2018, marcando presença em mais um cidade europeia. Em Lisboa, Barcelona, Roma e Milão, o grupo introduziu um novo modelo mais adaptado às características de cada cidade, de forma a melhorar a experiência dos utilizadores.

A distribuição de comida e roupa nas cidades através de veículos movidos a energia 100% ecológica da EcoScooting cresceu 178% em relação a 2017. Grandes empresas de restauração apostaram na entrega de encomendas, fazendo com que estas fossem entregues de maneira mais sustentável e eficiente.

Para 2019 tem previsto aumentar a sua faturação em cerca de 150%, devido à comercialização da plataforma e também ao facto de, ao contrário de muitas outras empresas de entregas tradicionais, os novos veículos totalmente elétricos não estão inseridos nas restrições de trânsito atuais no centro das grandes cidades, por causa dos gases poluentes. Como “os veículos elétricos não fazem ruído, o custo da eletricidade para recarregá-los é muito inferior ao do combustível fóssil e muito menos poluente. São uma tendência nas cidades modernas, que necessitam de continuar a crescer de uma forma sustentável e de reduzir o congestionamento e a mobilidade ineficiente”, declara o fundador da empresa destes veículos.

Relacionadas

Tecnologia portuguesa mete scooters elétricas a andar nas ruas de São Paulo

A rede partilhada vai ter um total de 1.000 scooters elétricas a operar nas ruas paulistas até ao final do ano, com tecnologia desenvolvida pelos portugueses do CEiiA.

eCooltra ganha prémio internacional com tecnologia do CeiiA

A eCooltra reclama a liderança europeia no aluguer deste tipo de soluções contando já com cerca de três mil veículos e mais de 300 mil utilizadores.
Recomendadas

Livro revela que Elon Musk tentou ser CEO da Apple, mas dono da Tesla desmente rumor

“Não quero ser CEO de nada”, escreveu o Elon Musk na rede social Twitter na passada sexta-feira.

Testes de ‘stress’ do BCE analisaram Novo Banco entre os 51 médios e pequenos bancos abrangidos

De acordo com os dados publicados pela instituição, o banco liderado por António Ramalho poderia, num cenário adverso, perder entre 600 e 899 pontos base e atingir um CET1 ‘fully loaded’, ou seja, tendo em conta futuras exigências de capital, abaixo de 8%.

Discotecas podem reabrir no domingo com regras da restauração, afirma associação

“Um estabelecimento que é considerado como discoteca tendo o CAE de bar, à imagem daquilo que os bares podem fazer, neste momento, que é estar abertos até às duas da manhã, com regras da restauração, sendo que estas regras da restauração não é obrigatoriedade de servir comida, mas sim têm a ver com distanciamento entre mesas, o número limitado de pessoas por mesa ou a exigência de certificado digital à porta durante o período de fim de semana, portanto estas regras da restauração aplicadas aos bares permitem também a discotecas com CAE de bar que o façam”, declarou o presidente da ADN.
Comentários