Grupo ecológico contra alargamento do Museu de Serralves para os espaços verdes

Em comunicado, o grupo ecológico de defesa do Lordelo pede às autoridades que tornem pública a proposta que apresentarem, para que os cidadãos interessados possam conhecer o projeto antes da sua aprovação.

O grupo ecológico de defesa do Lordelo está contra a destruição das áreas verdes do jardim do Museu de Serralves para uma eventual ampliação do monumento nacional, exigindo que o projeto de alargamento seja tornado público.

A posição do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro-Grupo Ecológico (NDMALO-GE) surge dias depois de ser conhecido o convite feito à Fundação Serralves para se candidatar a fundos comunitários no valor de 4,25 milhões de euros para ampliar o Museu de Arte Contemporânea, no Porto.

Em comunicado enviado este sábado para a Lusa, o grupo ecológico pede às autoridades que tornem pública a proposta que apresentarem, para que os cidadãos interessados possam conhecer o projeto antes da sua aprovação.

“Sendo um Monumento Nacional, a Fundação de Serralves não pode continuar a ocupar progressivamente as áreas verdes que hoje ainda integram os jardins. O NDMALO-GE estará em discordância com qualquer ocupação construtiva que diminua a área verde hoje existente”, afirmou em comunicado o presidente do grupo ecológico, Belmiro Cunha.

Os membros do grupo ecológico prometem estar “atentos aos próximos desenvolvimentos do projeto” e pedem aos deputados e membros municipais que obtenham “informações mais detalhadas desta obra”.

Esta semana foi tornado público o “aviso-convite” feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte à Fundação Serralves para a ampliação do Museu de Arte Contemporânea.

A ideia do projeto é aumentar a capacidade expositiva, técnica e de receção de visitantes do museu.

O novo espaço destinar-se-á a uma coleção permanente e o respetivo projeto, separado ou não do atual museu, deverá ter a assinatura de Álvaro Siza, que já foi o autor do projeto do equipamento inaugurado em 1999.

No total, a obra vai ascender a cinco milhões de euros, uma vez que a fundação terá de comparticipar com 15%.

O prazo máximo de conclusão da operação é de 24 meses, contados a partir da data de assinatura do Termo de Aceitação, tendo como data-limite junho de 2023.

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