Grupo EDP, Mota Engil e Jerónimo Martins penalizam PSI 20 que não seguiu ganhos na Europa

As ações da EDP caíram 1,25%, para 4,41 euros, e as da EDP Renováveis perderam 2,14%, para 17,38 euros, testemunhando a reação do mercado à saída de cena de António Mexia e de João Manso Neto da liderança das duas empresas para o próximo mandato.

O PSI 20 encerrou esta terça-feira em baixa e não acompanhou a tendência de ganhos que se registou entre as principais praças europeias.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,65%, espelhando o desempenho positivo das bolsas de Londres, Madrid, Milão, Paris e Frankfurt, com ganhos entre os 0,18% e os 1,89%.

Por cá, o principal índice bolsista nacional recuou 0,37%, para 4.587,61 pontos, penalizado pelas desvalorizações das ações do Grupo EDP e também da Mota Engil, que liderou as perdas, e da Jerónimo Martins.

As ações da EDP caíram 1,25%, para 4,41 euros, e as da EDP Renováveis perderam 2,14%, para 17,38 euros, testemunhando a reação do mercado à saída de cena de António Mexia e de João Manso Neto da liderança das duas empresas para o próximo mandato na sequência do processo das rendas excessivas. Os dois CEO encontram-se suspensos das suas funções desde julho.

A Mota Engil, que na semana passada confirmou a presença da  chinesa CCC no seu capital social, e que muito beneficiou desse anúncio no mercado acionista, esta semana entrou em correção. Na segunda-feira perdeu grande parte da valorização registada na semana passada e, esta terça-feira, perdeu 3,98%, encerrando a negociação nos 1,398 euros por ação.

No retalho, a Jerónimo Martins afundou 2,05%, para 14,06 euros. Contrariamente a Sonae, dona do Continente, avançou 1,71%, para 0,6850 euros por ação.

Os ganhos foram liderados pelos CTT, que subiram 3,28% para 2,52 euros. Destaque ainda para a subida da Altri, de 4,04% , e do BCP, que avançou 0,42%.

Nas matérias-primas, o barril de Brent perde 0,67%, para 47,56 dólares e, nos Estados Unidos, o WTI cede 1,28% para 44,76 dólares.

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