Grupo Sonae integra Pacto Português para os Plásticos

Na Sonae MC, a incorporação de 80% de material reciclado nos sacos reutilizáveis evitou a utilização de cerca de 1,3 mil toneladas de plástico virgem. No caso específico da Worten, esta medida irá permitir uma poupança de cerca 120 toneladas de matéria virgem.

O Grupo Sonae é um dos grupos empresariais nacionais que assinou hoje, dia 4 de fevereiro, o Pacto Português para os Plásticos, uma iniciativa que pretende estimular a economia circular dos plásticos em Portugal, evitando que os mesmos se convertam em resíduos.

“A Sonae integra o Pacto Português para os Plásticos, iniciativa que pretende fomentar a economia circular dos plásticos em Portugal, evitando que estes se convertam em resíduos. Esta ação enquadra-se na política de sustentabilidade da Sonae, que entre as suas prioridades tem a promoção do uso sustentável dos plásticos”, defende um comunicado do grupo.

Isabel Barros, presidente do grupo consultivo das empresas Sonae, afirma que “a sustentabilidade é um dos valores da Sonae, pelo que estamos comprometidos em contribuir ativamente para a resolução dos desafios ambientais e sociais mais prementes dos nossos dias”.

“A proliferação do uso do plástico em utilizações únicas e as políticas de reciclagem ineficazes contribuem para um enorme desafio ambiental. Por isso mesmo, a promoção de um uso responsável do plástico é um dos nossos eixos de atuação prioritários. É urgente o desenvolvimento de iniciativas alargadas que permitam promover processos de produção, logística e consumo mais sustentáveis. O Pacto Português para os Plásticos vem desempenhar um papel importante neste processo de estimular uma economia circular para os plásticos”, defende esta responsável.

De acordo com o referido comunicado, “este pacto espelha o compromisso das empresas Sonae, sendo que já no início de 2019, a Sonae MC tornou-se o primeiro retalhista português a subscrever o ‘New Plastics Economy Global Commitment’ – um pacto que antecipa em cinco anos a ambição europeia de tornar 100% das embalagens recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis”.

“Na Sonae MC, a incorporação de 80% de material reciclado nos sacos reutilizáveis evitou a utilização de cerca de 1,3 mil toneladas de plástico virgem. No caso específico da Worten, esta medida irá permitir uma poupança de cerca 120 toneladas de matéria virgem. Já a Salsa e a Zippy substituíram os sacos e envelopes de plástico nas suas lojas por sacos e envelopes de papel reciclado certificado. A MO também já iniciou esta transição, tendo também incluído nas lojas sacos reutilizáveis de fibras naturais.
Entretanto, o Continente desenvolveu uma linha de sacos do lixo 100% reciclados, incorporando o plástico proveniente das operações das suas lojas e entrepostos, o que permitirá poupar adicionalmente 740 toneladas de plástico virgem por ano”, garante o referido comunicado.

Os responsáveis da Sonae adiantam ainda que, na área das embalagens, “o Continente continua a desenvolver e transformar as suas embalagens de marca própria de forma a garantir que são totalmente recicláveis”.

“Por exemplo, a alteração do rótulo dos iogurtes líquidos permitiu a substituição de 50 toneladas de PVC (plástico não-reciclável) por PET (plástico reciclável), numa categoria que representa cerca de 48 milhões de garrafas de iogurtes por ano. Já a revisão dos procedimentos de embalamento na Sonae Fashion permitiu alcançar uma redução de 11% do material de plástico utilizado em 2019”, asseguram os responsáveis do grupo empresarial português.

De acordo com o comunicado em questão, “a Sonae promoveu o uso mais consciente do plástico, nomeadamente junto dos colaboradores e clientes”.

“Entre as iniciativas de combate aos plásticos de uso único está a inauguração da primeira praça de frutas e legumes do país com uma política ‘single-use-plastic free’, concretizada pela Sonae MC no final de 2019. Neste projeto piloto não há sacos de plástico, nem alimentos embalados em plástico, havendo um forte incentivo aos clientes a levarem os seus próprios sacos. A Sonae MC lançou, inclusive, uma gama de sacos de algodão e poliéster, que são uma alternativa aos sacos de plástico de utilização única e que são mais resistentes, laváveis, reutilizáveis e recebem até oito quilos de fruta e legumes”, assinala o documento em apreço.

Os líderes da Sonae destacam igualmente o estabelecimento de parcerias com universidades e centros de investigação é outro importante eixo de atuação que as empresas do grupo “têm perseguido, no sentido do desenho de soluções inovadoras”.

“A Sonae está comprometida a dar resposta ao desafio do plástico, de acordo com os eixos de atuação definidos na sua Política de Ação para o Plástico. Esta política visa identificar a quantidade e tipo de plástico utilizados nas operações, nos produtos e nos serviços prestados pelas empresas Sonae e reforçar os princípios da circularidade. O objetivo é evitar os plásticos de utilização única, eliminando os desnecessários e privilegiando a reutilização e reparação dos materiais. Quando tal não for possível, a meta é assegurar o correto encaminhamento dos resíduos de plástico para reciclagem”, defende  comunicado citado.

Os líderes da Sonae reforçam que o grupo “pretende também facilitar a reciclabilidade de todos os produtos e embalagens de plástico pelos quais as empresas Sonae sejam responsáveis, bem como minimizar a utilização de materiais plásticos virgens de origem fóssil”, acrescetnando que, “ao mesmo tempo, a Sonae pretende sensibilizar as comunidades para a adoção de comportamentos de redução, reutilização, reparação e reciclagem”.

“Nesta linha, o Pacto Português para os Plásticos prevê, ainda este ano, a elaboração de uma lista de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e a definição de medidas para a sua eliminação. O pacto, promovido pela Smart Waste Portugal em parceria com a Ellen MacArthur Foundation, quer garantir que 100% das embalagens de plástico são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis”, refere o mesmo comunicado.

Esta nota da Sonae recorda que “a reciclagem é uma preocupação constante no pacto, tendo sido estabelecida a meta de pelo menos 70% das embalagens plásticas efetivamente recicladas, o que torna necessário aumentar a recolha e reciclagem”.

“Pretende-se incorporar, em média, 30% de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico.
O pacto prevê ainda o fomento da educação, nomeadamente a promoção de atividades de sensibilização e educação dos consumidores, atuais e futuros, para a utilização circular dos plásticos”, conclui o referido comunicado.

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