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Grupo STEF com lucros de 2025 a caírem 46,4% para 84,3 milhões

O líder europeu na logística de produtos alimentares fechou o exercício de 2025 com um crescimento de 6,6% no volume de negócios, impulsionado pela expansão internacional e aquisições estratégicas.
16 Março 2026, 20h57

O resultado líquido atribuível ao Grupo STEF ascendeu a 84,3 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 73 milhões de euros em comparação com 2024 (-46,4%). “Para além dos fatores operacionais, este resultado foi afetado pelo aumento do encargo fiscal do exercício, apesar de uma base inferior à de 2024, com destaque para o efeito da sobretaxa do imposto sobre as sociedades em França (11,8 milhões de euros) e a não dedutibilidade do encargo relativo ao controlo fiscal em Itália (9,9 milhões de euros), além do esforço exigido pela integração das novas subsidiárias no Benelux”, revela o líder europeu em serviços de logística e transporte sob temperatura controlada para produtos alimentares.

As aquisições recentes foram determinantes para este resultado, com destaque para a integração da TDL (Bélgica), Long Lane Deliveries (Escócia), Montfrisa (Espanha) e, mais recentemente, a Christian Cavegn AG na Suíça. Segundo Stanislas Lemor, Presidente e Diretor-geral do Grupo STEF, a compra da empresa suíça é “um passo fundamental” para o desenvolvimento internacional da companhia.

Como sinal de confiança, o grupo propôs o pagamento de um dividendo de 2,70 euros por ação.

O líder europeu na logística de produtos alimentares fechou o exercício de 2025 com um crescimento de 6,6% no volume de negócios, impulsionado pela expansão internacional e aquisições estratégicas.

O Conselho de Administração do Grupo STEF aprovou, a 12 de março, as contas relativas ao exercício de 2025. O ano ficou marcado pelo cumprimento antecipado do plano estratégico 2022-2026, com o grupo a atingir a meta de 5 mil milhões de euros de volume de negócios, um objetivo inicialmente previsto apenas para 2026.

O volume de negócios cresceu 6,6% face a 2024 (4,7% em termos comparáveis), muito graças ao desempenho das operações fora de França, que já representam 45% da atividade total do grupo.

O endividamento líquido subiu para 1.533 milhões de euros, refletindo a política de investimento do grupo, mas a posição de liquidez permanece sólida (230 milhões).

Para o ano de 2026, a prioridade da STEF passa por consolidar as empresas adquiridas e otimizar a eficiência operacional. A partir de maio, entrará em vigor uma nova estrutura de governação, com o Presidente a ser apoiado por dois Diretores-gerais Operacionais — um focado no mercado francês e outro no mercado internacional. Esta equipa terá a missão de desenhar o próximo plano estratégico para o período 2027-2031.


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