Guerra comercial pressiona Wall Street

O aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China estão a pesar no sentimento dos investidores. Donald Trump anunciou no dia 1 de agosto a imposição de novas tarifas às importações chinesas a partir do dia 1 de setembro. A China contra-atacou e suspendeu a importação de produtos agrícolas norte-americanos.

Reuters

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque iniciaram a primeira sessão da semana com perdas, pressionados pelo aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Esta segunda-feira, o S&P 500 abriu a sessão a perder 0,51%, para 2.903,80 pontos; o tecnológico Nasdaq perdia 0,40% para 7.616,02 pontos minutos após o toque do sino da abertura; e o industrial Dow Jones recuava 0,71%, para 26.101,69 pontos.

O aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China estão a pesar no sentimento dos investidores. Numa nota enviada aos clientes este domingo, dia 11 de agosto, o banco norte-americano Goldman Sachs disse que a guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais poderá causar uma recessão e receia que os dois países não vão chegar a um acordo antes da eleições presidenciais norte-americanas de 2020.

O banco frisou também que espera que as novas tarifas de 10% às importações chinesas, no valor de 400 mil milhões de dólares, entrem em vigor.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no dia 1 de agosto a imposição de novas tarifas às importações chinesas a partir do dia 1 de setembro. A China contra-atacou, suspendendo a importação de produtos agrícolas norte-americanos.

As tecnológicas FAANG, que têm liderado os ganhos durante este ano, estão a ressentir-se da conjuntura internacional. As ações da Facebook perdem 1,37%; os títulos da Amazon caem 1,19%; a Netflix cai 1,20%; e a Alphabet, dona da Google, perde 1,13%. Só a Apple se mantém flat.

 

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