Há “Mais Ajuda” para startups de inovação social e IPSS

O Lidl, em conjunto com o Grupo Renascença Multimédia e a Beta-i, criou um programa de apoio a empreendedores sociais e instituições de solidariedade. Os seis projetos escolhidos recebem 22.500 euros cada e mentoria.

Os portugueses que, durante o Natal, compraram artigos Deluxe nos supermercados Lidl contribuíram para apoiar com 150 mil euros Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e startups que, além de um modelo de negócio inovador, têm uma missão social. Agora, cabe aos empreendedores interessados em receber ajuda candidatarem-se até ao próximo dia 29 de fevereiro.

No âmbito do programa “Mais Ajuda” – desenvolvido pela retalhista, pelo Grupo Renascença Multimédia e pela plataforma Beta-i – foram recolhidos 135 mil euros em 255 estabelecimentos comerciais do país, destinados à criação de projetos de auxílio à comunidade (especialmente crianças). Mais tarde, o Lidl recheará os cofres do programa com mais 15 mil euros para organizar um business hackathon (evento de trabalho de 24h a 48h).

Os vencedores serão conhecidos em abril. As seis melhores startups/IPSS receberão mentoria/consultoria e 22.500 euros cada uma. “Este projeto é diferenciador na medida em que junta dois mundos que não estão assim tão distantes quanto isso – IPSS e startups – sendo a convergência um caminho que está a acontecer todos os dias”, explica Filipe Almeida, presidente da Portugal Inovação Social.

Filipe Almeida será um dos jurados do “Mais Ajuda”. O júri será ainda composto por Isabel Figueiredo (adjunta do presidente do Grupo Renascença – que compreende as rádios Renascença, RFM e Mega Hits), Luís de Melo Jerónimo (diretor do Social Cohesion Programme da Fundação Calouste Gulbenkian), Pedro Rocha Vieira, CEO e cofundador da Beta-i) e Vanessa Romeu (diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal).

“Vamos apoiar projetos inovadores que acrescentem valor à comunidade, apoiando quem mais precisa. Identificámos uma oportunidade de aproximar dois universos que muito podem contribuir para uma sociedade mais inclusiva e equilibrada e estamos confiantes que a metodologia adotada vai trazer mais-valias para todas as partes envolvidas”, sublinha Vanessa Romeu, do Lidl.

Quais são os critérios de elegibilidade (cumulativos) para IPSS e instituições equiparadas?

  • IPSS legalmente constituídas, devidamente registadas e a operar em Portugal continental;
  • IPSS que cumpram as condições necessárias ao exercício da respetiva atividade e estejam devidamente regularizadas junto dos organismos responsáveis.
  • IPSS com projetos inovadores cujos beneficiários sejam crianças

E para as startups ou empresas de empreendedorismo social?

  • Startups ou Empresas de Empreendedorismo Social legalmente constituídas, devidamente registadas e a operar em Portugal continental;
  • Startups ou Empresas de Empreendedorismo Social que cumpram as condições necessárias ao exercício da respetiva atividade e estejam devidamente regularizadas junto da Administração Fiscal e da Segurança Social;
  • Startups ou Empresas de Empreendedorismo Social com projetos que demonstrem um impacto social no desenvolver dos seus objetivos;
  • Startups ou Empresas de Empreendedorismo Social de qualquer indústria, com até 100 colaboradores e uma faturação ou apoio financeiro anual não superiores a 2.000.000 euros

Notícia atualizada às 11h40

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