Habitantes do Tejo e Sado em risco de ficar debaixo de água

As consequências mais relevantes para a vida das populações no Tejo e no Sado serão as alterações nas zonas ribeirinhas e os problemas de saúde que se vão verificar por causa das ondas de calor cada vez mais frequentes e extremas.

Rafael Marchante/Reuters

As alterações climáticas têm estado no foco de Lisboa durante esta semana, com a chegada e partida de Greta Thunberg da capital portuguesa. Agora, sabe-se que os impactos decorrentes destas alterações na Área Metropolitana de Lisboa vão sentir-se nas zonas costeiras e estuários do Tejo e Sado, avança o jornal ‘Público’ esta sexta-feira, 6 de dezembro.

É nas zonas mais próximas do mar que as populações vão ter de aprender a conviver com cheias frequentes. Um dos exemplos mais divulgado tem sido a subida do nível das águas do mar na zona de construção do novo aeroporto do Montijo, daqui a alguns anos.

As consequências mais relevantes para a vida das populações no Tejo e no Sado serão as alterações nas zonas ribeirinhas e os problemas de saúde que se vão verificar por causa das ondas de calor cada vez mais frequentes e extremas. Mas também a erosão costeira e o recuo da linha de costa na zona de Almada são apontadas como consequência direta da subida do nível da água do mar.

Esta sexta-feira, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai apresentar o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas onde os 18 municípios da AML vão subscrever o compromisso político ambiental, além da apresentação contar ainda com a presença de investigadores e académicos focados na área ambiental.

Recomendadas

Portugal é 19.º no mundo na transição para energias limpas

Portugal está em 19.º lugar, com uma pontuação de 64,2% (era 16.ª em 2019, com 65%), numa lista liderada pela Suécia, pelo terceiro ano consecutivo, seguindo-se Suíça e Finlândia.

EUA querem suspender atividade da Chevron na Venezuela

Os EUA só garantem a integridade dos ativos da Chevron na Venezuela até 1 de dezembro. O Tesouro norte-americano quer que a Chevron suspenda a sua atividade local, enquanto os EUA apertam o cerco a Nicolás Maduro. A Chevron não se mostrou disponível para sair da Venezuela, sabendo-se que os grupos russos e chineses estão interessados em desenvolver maiores atividades no petróleo venezuelano.

Imposto de 50 dólares por tonelada de CO2 pode triplicar incumprimento do crédito dos setores da energia e petróleo

Um estudo da Oliver Wyman concluiu que a introdução de uma taxa de imposto de 50 dólares por tonelada sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) das empresas que atuam nas indústrias da energia e do petróleo pode triplicar o seu risco de incumprimento do crédito.
Comentários