PremiumHélder Vasconcelos: “É fundamental criar postos de trabalho para os jovens mais qualificados”

A competitividade do Norte de Portugal e da Galiza faz-se das empresas instaladas e dos recursos que nelas trabalham, saliente o vice-reitor da Universidade do Porto.

Helder Vasconcelos, vice-reitor da Universidade do Porto, explica ao Jornal Económico o contributo que está a ser dado pelo Projeto Transfronteiriço de Geração de Emprego de Qualidade para o desenvolvimento da região Norte de Portugal-Galiza.

O que é o Projeto Transfronteiriço de Geração de Emprego de Qualidade e que objetivo prossegue?
O projeto GEMCAT juntou várias entidades do mundo empresarial da Euroregião Galiza – Norte de Portugal, o que permitiu, de um modo geral, traçar o panorama atual do setor da indústria 4.0 e identificar algumas propostas que podem contribuir para o reforço da competitividade desta região.

Até 2020, estima-se que 86% das empresas em Portugal esperem atingir elevados níveis de digitalização. Destas, uma grande parte tem disponíveis níveis de investimento significativos para apostar em novas tecnologias.

O conceito de indústria 4.0 veio trazer algumas mudanças no contexto empresarial. Se, por um lado, existem fortes vantagens competitivas numa perspetiva de desenvolvimento tecnológico, por outro, existe a possibilidade de se perderem e/ou transformarem os postos de trabalho.

Do rol de recomendações constantes do documento, quais destaca?
Entre as propostas apresentadas, é fundamental promover a criação de postos de trabalho adaptados aos jovens mais qualificados. A competitividade desta região faz-se, também, das empresas instaladas e dos recursos humanos que nelas trabalham. É, por isso, imperativo, criar as condições – desde infraestruturas, formação de recursos humanos, políticas públicas, etc – para a instalação de empresas relevantes para o motor económico da região.

Neste contexto, e tendo em conta o número elevado de pequenas e médias empresas instaladas no Norte de Portugal e Espanha, é evidente a necessidade de apostar, não só na formação dos recursos humanos – com planos adequados às necessidades da função e à utilização das novas tecnologias – como também na compatibilização das empresas tradicionais com as da indústria 4.0.

Artigo publicado na edição nº 2007 de 20 de setembro do Jornal Económico. Para ler a edição completa aceda aqui ao JE Leitor

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