Em causa está a entrada em vigor plena, prevista para abril de 2026, do novo sistema europeu de controlo de fronteiras: perspetivas para o próximo verão vistas como “assustadoras”.
A Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) enviou, esta segunda-feira, um apelo urgente ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertando para o risco de “colapso” e “caos” no Aeroporto de Faro devido à implementação do Entry/Exit System (EES).
Em causa está a entrada em vigor plena, prevista para abril de 2026, do novo sistema europeu de controlo de fronteiras (EES). A AHETA alerta que a coincidência com o arranque da época alta pode ser catastrófica para a região, citando as “filas monumentais” já registadas em testes anteriores e o precedente do Aeroporto de Lisboa, que obrigou o Governo a suspender o sistema no final de 2025.
A associação aponta que, por exemplo, o Reino Unido representa mais de 50% do tráfego em Faro entre abril e outubro. “Sendo um mercado externo ao Espaço Schengen, todos os passageiros britânicos estarão sujeitos aos novos controlos biométricos”, sublinha.
Além disso, a associação teme que a aposta estratégica na diversificação de mercados, nomeadamente o crescimento de turistas dos EUA e Canadá, seja “severamente comprometida” pelas barreiras burocráticas à chegada. Após reunir com a direção do Aeroporto de Faro (ANA), a AHETA classificou as perspetivas para o próximo verão como “assustadoras”.
“A hospitalidade portuguesa é incompatível com imagens de filas intermináveis”, sublinha a direção da associação, defendendo que é imperativo proteger a qualidade da experiência turística e a rentabilidade das empresas da região.