IB quer tornar ensino de excelência acessível a mais alunos

É esse o principal objetivo da eliminação do pagamento da taxa de inscrição nos exames a partir de novembro em todo o sistema IB.

Siva Kumari, diretora-geral da International Baccalaureate Organization (IBO), explicou recentemente à Forbes, que, enquanto organização sem fins lucrativos responsável, o IBO busca a eficiência de gestão, a redução de custos e, acima de tudo, o envolvimento de mais estudantes nos seus programas educativos. “Queremos que o sistema IB chegue a mais crianças e jovens dos 3 aos 19 anos, e que estes possam destacar-se nos seus estudos e desenvolvimento pessoal”, declarou à Forbes.

Existem no mundo cerca de 5.000 escolas em 150 países que oferecem o International Baccalaureate. Siva Kumari é a primeira mulher a liderar a International Baccalaureate Organization. Além disso, é a mentora desta iniciativa, que visa eliminar barreiras no acesso dos estudantes aos seus programas.

Este objetivo levou o IBO a eliminar o pagamento da taxa de inscrição nos exames, no valor de 172 dólares (cerca de 156 euros). Ou seja, a taxa fixa aplicada a cada aluno que se inscrevia nos exames IB perde efeito já a partir de novembro. Apenas se mantém a taxa por disciplina, no valor de 119 dólares (cerca de 108 euros).

Com esta medida, o IBO acredita vai tornar mais acessível aos estudantes e às escolas a realização de exames adicionais ou a conclusão do Programa de Diploma. Porquê? Porque este sistema é um instrumento privilegiado, ao qual mais estudantes devem ter acesso.

Na sua opinião, o futuro passa pela agilidade, criatividade e valores humanistas, o que implica formar cidadãos de mente aberta, capazes de responder aos desafios globais, nacionais e locais. “O pensamento crítico é uma competência fundamental para preparar os alunos de hoje para o dia de amanhã. As organizações precisam de trabalhadores que sejam capazes de aprender, desaprender e reaprender”, realça Siva Kumari.

O IB figura entre os programas considerados de “elite”, pelo que esta iniciativa irá, na sua opinião, contribuir para uma maior equidade. E cita o exemplo das escolas públicas parceiras em Chicago, nos EUA, que desde há 30 anos recebem alunos de estratos sociais desfavorecidos e que oferecem para cima de 100 programas IB. “Os resultados têm sido extremamente positivos, na medida em que a taxa de retenção é muito superior nestes casos, assim como a prossecução de estudos universitários”.

Ler mais
Recomendadas

Bruxelas junta 17 universidades europeias em projeto pioneiro

A Universidade de Aveiro integra este projeto da Comissão Europeia que vai abordar desafios da sociedade contemporânea.

Antigo Provedor de Justiça dirige Faculdade de Direito da Universidade Lusófona

José de Faria Costa, professor catedrático de Direito, tem uma vida partilhada entre a academia e o exercício de funções de topo em organismos de grande relevo.

Ordem procura engenheiro jovem e inovador

Candidaturas à edição de 2019 do Prémio Inovação da Ordem dos Engenheiros decorrem até 27 de dezembro.
Comentários