Impeachment. Trump recua e afirma que Casa Branca vai cooperar com investigações se “nos derem nossos direitos”

Em plena investigação que pode destitui-lo do seu cargo de presidente, Donald Trump afirmou que só colaboraria nas investigações da Câmara de Representantes se as suas condições fossem respeitadas.

Donald Trump recuou e afirmou que vai cooperar na investigação de impeachment, conduzida pela Câmara de Representantes. Porém, estabeleceu condições. Só colaborará no inquérito se a investigação for autorizada por uma votação na Câmara e se os democratas se comprometerem a seguir as regras que ele considera justas, escreve a Reuters, esta quinta-feira.

Questionado sobre se participaria nos procedimentos da investigação caso a votação fosse aprovada na Câmara e se fossem aplicadas as mesmas regras de quando o Congresso havia anteriormente acusado os presidentes de irregularidades no cumprimento da lei, Trump disse: “Sim, se as regras forem justas”, afirmou. “Se os Republicanos tiverem uma posição justa”, concluiu.

Os Republicanos perderam controlo da Câmara dos Representantes, pela primeira vez em dez anos depois das últimas eleições intercalares. Ou seja, a grande maioria para além de ser democrata, subscreve a Nancy Pelosi – presidente da Câmara e a pessoa que deu início ao processo de impeachment contra Trump.

“As vossas ações sem precedentes deixaram o presidente sem escolha”

As declarações de Trump chegam um dia depois do presidente se ter recusado em colaborar nas investigações. Nunca carta de oito páginas, assinada pelo principal advogado da Sala Oval, a Casa Branca argumentou que o inquérito violou o precedente e negou os direitos do processo do presidente Trump de maneira tão flagrante que nem ele nem o poder executivo forneceriam de bom grado testemunhos ou documentos.

“As vossas ações sem precedentes deixaram o presidente sem escolha”, lê-se na carta assinada por Pat A. Cipollone, advogado da Casa Branca. “Para cumprir os seus deveres com o povo americano, a Constituição, o poder executivo e todos os futuros ocupantes do cargo de presidência, o Presidente Trump e o seu governo não podem participar na sua investigação partidária e inconstitucional nessas circunstâncias.”

A carta foi divulgada horas depois do cancelamento da entrevista de Gordon Sondland, o embaixador norte-americano para a União Europeia, uma testemunha-chave no processo de destituição de Trump após a revelação da transcrição da conversa entre o presidente norte-americano e o homólogo ucraniano. As ordens partiram do Departamento de Estado, de acordo com o advogado de Gordon D. Sondland, mas foi corroborada por Donald Trump no Twitter.

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