Imperial Brands rejeita responsabilidade nas mortes de fumadores de cigarros eletrónicos nos EUA

A Fontem Ventures é proprietária da marca global de ‘vaping’ ‘blu’, empresa da grupo Imperial Brands e responsável pelo desenvolvimento da categoria de ‘vaping’, quis esclarecer, em exclusivo ao Jornal Económico, os relatórios que relacionam os produtos de ‘vaping’ com incidentes recentes de doenças e morte nos Estados Unidos.

A Fontem Ventures, uma das participadas do grupo britânico Imperial Brands, rejeita qualquer responsabilidade nas mortes de diversos fumadores de cigarros eletrónicos (‘vaping’) que ocorreram na passada semana nos Estados Unidos.

A Fontem Ventures é proprietária da marca global de ‘vaping’ ‘blu’, empresa da grupo Imperial Brands e responsável pelo desenvolvimento da categoria de ‘vaping’, quis esclarecer, em exclusivo ao Jornal Económico, os relatórios que relacionam os produtos de ‘vaping’ com incidentes recentes de doenças e morte nos Estados Unidos.

“Lamentamos ter conhecimento de notícias sobre mortes nos Estados Unidos. É imperativo que os centros para Controle de Doenças (CDC) dos EUA investiguem esses casos e solicitem a publicação dos resultados o mais rapidamente possível”, defende um comunicado da Fontem Ventures, a que o Jornal Económico teve acesso.

De acordo com esse documento, “os relatórios sobre as muitas pessoas que desenvolveram sintomas de doenças pulmonares graves, como pneumonia, indicam um novo fenómeno que o CDC e a FDA [Food and Drug Administration] vincularam a todos os líquidos que contêm substâncias ilícitas ou desconhecidas”.

“Esses relatórios parecem estar a relacionar dispositivos e líquidos que contêm acetato de vitamina E e outros óleos. A FDA alertou inclusive os consumidores para ‘evitar a compra de qualquer tipo deles, vendidos na rua e abster-se de usar óleo de THC ou modificar/adicionar substâncias aos produtos comprados nas lojas'”, sublinha o referido comunicado.

No entender dos responsáveis da Fontem Ventures, “isto serve como um alerta importante de que os produtos de ‘vaping’ devem atender aos mais altos padrões de qualidade, produção e segurança, com uma base científica para proteger os consumidores e garantir que os produtos permaneçam disponíveis para profissionais e fumadores que procuram uma alternativa aos cigarros tradicionais”.

“Todos os nossos produtos de ‘vaping’, os seus ingredientes e o vapor produzido são submetidos a uma avaliação científica completa antes de serem fabricados e vendidos. A nossa seleção de ingredientes em líquidos é guiada por princípios toxicológicos e todos passam por um rigoroso processo de avaliação. Nenhum dos nossos produtos ‘vaping’ contém THC, acetato de vitamina E, óleos minerais ou gorduras animais ”, confirmou o Dr. Joe Thompson, diretor de ciência e assuntos regulatórios do Imperial Brands Group.

De acordo com este responsável, “os nossos produtos estão presentes nos EUA há mais de dez anos, e nossa mensagem é que devem comprar produtos ‘vaping’ de fabricantes com boa reputação, garantindo que os produtos sejam adequadamente selados, embalados e etiquetados”.

“Acreditamos que os sistemas de cápsulas fechadas oferecem a melhor opção para garantir que os ingredientes e o vapor gerado sejam posicionados dentro de padrões predefinidos e regulamentados. Apoiamos assim todas as medidas regulatórias que limitam os utilizadores a capacidade de alterar o aerossol do vapor gerado e os ingredientes que podem ser usados no interior”, conclui o comunicado da Fontem Ventures, a que o Jornal Económico teve acesso.

A Fontem Ventures é das cinco sub-holdings da Imperial Brands, que detém ainda a a Imperial Tobacco, Tabacalera, ITG Brands e Logista.

A Imperial Brands desenvolve operação comercial em 160 países, incluindo Portugal, sendo a detentora de marcas de tabaco tradicional como a John Player Special, Davidoff, West e Gauloises, entre outras.

Mais recentemente, o grupo iniciou a produção e comercialização de tabaco aquecido (Pulze) e tabaco eletrónico (Blu).

O grupo, com sede em Bristol, Reino Unido, é um dos maiores do setor a nível mundial, tendo comprado em 2007, por 16,2 mil milhões de euros, a concorrente hispano-francesa Altadis.

 

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