Inferno, desespero e terror: Os incêndios florestais em Portugal vistos pela imprensa internacional

Desde o último sábado que as chamas consomem milhares de hectares de florestas, destruíram habitações e causaram 30 feridos nos municípios de Vila de Rei e Mação.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco são destaque na imprensa internacional esta segunda-feira. Desde o último sábado que as chamas consomem milhares de hectares de florestas, destruíram habitações e causaram 30 feridos nos municípios de Vila de Rei e Mação.

A agência “Reuters” realça o facto de que os moradores tiveram de combater o fogo com as suas próprias mãos, na tentativa de protegerem as habitações com baldes de água e mangueiras, enquanto os fortes ventos atiçavam as chamas.

A “Al-Jazeera” refere o papel dos mais de mil bombeiros, 23o veículos e 11 aviões que no domingo combateram as chamas em Vila de Rei, que se espalharam ao longo de 25 quilómetros. A estação televisiva do Qatar destaca ainda as aldeias que foram evacuadas por precaução durante a última noite.

Já o britânico “The Guardian” sublinha que o fogo de Castelo Branco “é o primeiro grande incêndio florestal este verão em Portugal” e que as autoridades se encontram as investigar as causas destes incêndios, que foram combatidos por 1.800 bombeiros, dos quais oito ficaram feridos.

Por sua vez, o “The Sun” refere o “desespero dos moradores” que se juntaram aos bombeiros para combater os incêndios em Vila de Rei e Mação. O jornal britânico recorda os devastadores incêndios florestais que fizeram 64 vítimas mortais e feriram mais de 25o em Pedrógão Grande no ano de 2017.

A cadeia “BBC” destaca as palavras do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita e para abertura de uma investigação para descobrir a origem dos incêndios. “Há algo estranho. Como é que cinco incêndios tão grandes eclodiram em áreas tão próximas umas das outras?”, referiu Eduardo Cabrita.

Por seu turno, o “DailyMail”, indica que um homem de 55 anos foi detido pela polícia portuguesa por suspeitas de iniciar um dos incêndios no distrito de Castelo Branco, e que os ventos fortes e altas temperaturas dificultaram a ação dos bombeiros no último domingo.

Já agência alemã “DW” destaca as palavras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que expressou a sua “solidariedade às centenas de bombeiros que lutam contra o flagelo dos incêndios”.

A Proteção Civil disse esta segunda-feira que a quase totalidade dos fogos de Vila de Rei e de Mação estão estabilizadas.  As autoridades prevêem também um “dia muito difícil pela frente”. Para esta segunda-feira, o tom é de cautela. “Vamos ter um dia muito difícil pela frente”, destacou o comandante. “Estão previstas duas rajadas para o final do dia que podem atingir os 35 quilómetros por hora, condições difíceis para combater os incêndios”, afirmou Pedro Nunes, comandante do Agrupamento Distrital do Centro Norte.

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“Há 10% ainda de território, inserido nestas frentes, que carece ainda de muita atenção,10% ainda tem chama”, destacou o comandante Pedro Nunes da Proteção Civil.

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Recorde-se que relativamente a 2017, um dos piores anos de sempre de fogos florestais em Portugal, o comissário Christos Stylianides reconheceu recentemente que a ajuda da Comissão Europeia a Portugal nesta matéria foi bastante insuficiente.

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Luís Belo Costa respondeu ainda a críticas de falta de planeamento, dizendo que “planeamos sempre a resposta [aos incêndios] em função do que são os indicadores”, admitindo que “é natural que, às vezes, isto não se note como gostaria”.
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