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Início da earning season não foi suficiente para manter mercados nos ganhos

A BlackRock apresentou uma receita de 6,51 mil milhões de dólares, um valor superior às expectativas dos analistas. Já a Wells Fargo viu o seu lucro crescer 9%, para 4,83 mil milhões de dólares. O lucro da JPMorgan saltou 12% para 14,4 mil milhões de euros, enquanto o Citigroup teve um salto de 16% nos seus lucros para 3,8 mil milhões de euros, por fim, o lucro da Goldman Sachs disparou 37% para 4,10 mil milhões de dólares.
15 Outubro 2025, 07h00

Arrancou oficialmente a earnings season, com os bancos e empresas do setor financeiro, Blackrock, Wells Fargo, JP Morgan, Citigroup, G. Sachs, a abrirem as hostilidades do terceiro trimestre.

A BlackRock apresentou uma receita de 6,51 mil milhões de dólares, um valor superior às expectativas dos analistas. Já a Wells Fargo viu o seu lucro crescer 9%, para 4,83 mil milhões de dólares. O lucro da JPMorgan saltou 12% para 14,4 mil milhões de euros, enquanto o Citigroup teve um salto de 16% nos seus lucros para 3,8 mil milhões de euros, por fim, o lucro da Goldman Sachs disparou 37% para 4,10 mil milhões de dólares.

O dia foi ainda marcado pelas tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, num momento em que o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent acusa a China de tentar “prejudicar a economia mundial”.

Depois dos Estados Unidos ameaçarem o país asiático de uma nova escalda de tarifas, que podem chegar aos três dígitos, Pequim já impôs controlos à exportação de terras raras e minerais críticos.

Este confronto reacendeu os receios nos investidores do início de uma guerra comercial, que poderá abalar, de novo, os mercados.

Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, afirma que “os ativos de risco estão novamente em queda, refletindo preocupações renovadas com a guerra comercial entre os EUA e a China”.

“A pressão surge após Pequim criticar a expansão das sanções norte-americanas, classificando-a como um “abuso”. O Ministério do Comércio chinês afirmou manter-se aberto ao diálogo, desde que Washington atue de boa-fé e reverta as medidas mais recentes. Segundo analistas em Pequim, grande parte da escalada atual poderia ter sido evitada se a administração Trump não tivesse imposto novas restrições no final de setembro, o que aumentou significativamente o número de empresas chinesas sujeitas a controlo de exportações”, referiu.

Para além da possibilidade de uma guerra comercial, o governo norte-americano ainda continua em shutdown. Scott Bessent já afirmou que esta paralisação já está a ter algum impacto na economia do país. “Esta a começar a ter um efeito real na economia”, revelou o secretário do Tesouro.

Do lado da Europa, o sentimento foi misto, com a bolsa de França a cair numa altura em que o país apresenta orçamento de Estado e o governo de Sébastien Lecornu pode enfrentar algumas moções de censura.

Na Alemanha vieram boas notícias, com a confiança dos investidores a subir em outubro.

O dia foi também marcado pela desvalorização dos preços do petróleo, depois de terem sido publicados os últimos relatórios da OPEP e da Agência Internacional de Energia (AIE) que apontam para um excesso de produção e uma diminuição da procura.

Esta quarta-feira vão continuar a ser divulgados os resultados das empresas, com a ASML, LVMH, Abbott, BofA, Morgan Stanley e United Airlines, a apresentarem contas do terceiro trimestre.

Na Europa também vai ser divulgada a produção industrial de agosto, sendo esperado que diminua 0,1%.


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