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Insolvências empresariais devem aumentar 2,8% a nível mundial este ano

As PME portuguesas “permanecem particularmente vulneráveis a perturbações adicionais na procura externa ou a novos aumentos de custos operacionais”, indica a Coface.
DR
26 Janeiro 2026, 16h29

Insolvências empresariais nos países desenvolvidos podem aumentar 2,8% a nível mundial em 2026. Embora com um ritmo de crescimento mais moderado, informa a empresa de gestão do risco de crédito comercial, Coface.

De acordo com comunicado da Coface, as PME portuguesas, com menor capacidade de absorver choques financeiros e menor acesso a instrumentos de mitigação de risco, “permanecem particularmente vulneráveis a perturbações adicionais na procura externa ou a novos aumentos de custos operacionais”.

A Coface indica que, para este ano, prevê‑se um novo ligeiro aumento das insolvências empresariais, num contexto de custos de financiamento que começam a aliviar gradualmente. “Por trás desta aparente estabilização permanece um nível ainda elevado de fragilidade, sobretudo nos setores da construção, químico e têxtil. Um aumento de apenas 25 pontos base nas taxas de juro aplicadas aos empréstimos às empresas seria suficiente para inverter a tendência de abrandamento”.

“2026 deverá trazer um alívio, não uma melhoria. O número de insolvências não vai cair: simplesmente deixará de acelerar. Se as taxas descerem mais lentamente do que o previsto, a estabilização desaparece de imediato”, afirma Jonathan Steenberg, economista responsável pelos países do Noroeste Europeu (Reino Unido, Irlanda, Benelux e países nórdicos) na Coface.

Dos indicativos sobre as previsão de insolvência durante este ano destacam-se os 2,8% de aumento esperado das insolvências a nível mundial em 2026; a subida de 2% estimada em França (em linha com a criação de novas empresas) e no Reino Unido; o aumento previsto de 4% nos Estados Unidos devido à vulnerabilidade de setores afetados por políticas recentes, como os direitos aduaneiros absorvidos pelas empresas americanas; a previsão de crescimento de 1% para a Alemanha, marcada por uma atividade privada fraca apesar de estímulos públicos generosos.

E ainda a queda de 2% estimada em Itália, explicada pela diminuição do número de empresas ativas no país; a redução de 3% esperada em Espanha, apoiada por um melhor dinamismo macroeconómico. E os 25 pontos base: o limiar crítico que poderia desencadear uma nova aceleração das insolvências a nível mundial, mantendo o crescimento global das falências em torno de 4-5% em 2026.


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