A CEO da SIBS disse esta quarta-feira que a Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia “transversal” e “transformacional” quer do quotidiano que da forma como se trabalha, partilhando a visão de Rui Coutinho, diretor executivo da Nova SBE Innovation Ecosystem.
Veja o debate completo que ocorreu no evento “Outlook 2024”:
“Não é um extraterrestre, mas será a segunda espécie que vamos conhecer (…). É uma tecnologia poderosa para o bem e ainda mais poderosa para o mal”, referiu Madalena Cascais Tomé, na conferência “Outlook 2024”, que celebra os sete anos do Jornal Económico (JE) e decorre no auditório Jerónimo Martins, na Nova SBE, em Carcavelos.
“Se calhar os métodos não evoluíram assim tanto nos últimos 20 anos, mas a informação disponível e a capacidade de processamento – a tal massificação e democratização com os ChatGPT e outros [sistemas] – está a acontecer muito rapidamente. Portanto, até como empresa, se não nos adaptarmos rapidamente estas tecnologias, no dia a dia e em todas as funções que fazemos, ficamos para trás porque os outros estão a fazer esse percurso”, defendeu.
Questionada sobre o euro digital, a CEO da SIBS lembrou que está “iminente” a decisão sobre o tema, que tem vindo a ser discutido há vários anos, e certamente “terá o seu tempo de implementação”. “É preciso perceber qual o problema que queremos resolver e ver se há assuntos que não estão a ter resposta”, alertou sobre a futura moeda virtual da União Europeia.
O Multibanco, “o primeiro grande projeto” da SIBS, em 1985, também foi mencionado nesta sessão, porque o hardware (ainda é) tecnologia e – aliás – é aquela que mais enche os olhos aos cidadãos. “Tem um sentido de inclusão”, sintetizou a oradora deste segundo painel intitulado “Como a tecnologia está a mudar a forma como vivemos”.
Madalena Cascais Tomé esclareceu que a utilização das caixas de pagamento automáticas por parte da população portuguesa se encontra “estável”, porque as pessoas continuam a recorrer a estes aparelhos, mesmo que por vezes pareçam obsoletos. O que acontece é que foram, ao longo dos tempos, sendo atualizados, permitindo levantar dinheiro em numerário mesmo a quem perdeu o cartão bancário, por exemplo.
“Costumo dizer: tentem imaginar a vossa vida sem Multibanco ou MB Way. Ou uma pandemia sem pagamentos eletrónicos e toda a tecnologia que permitiu termos alguma normalidade e fazermos transações e compras online”, deixou à imaginação da audiência.
Anteontem, a SIBS apresentou os seus acessórios com funcionalidades de pagamentos (wearables), da família “MB Way Pulse”: a band (pulseira), o watchloop (presilha para o relógio), a keychain (porta-chaves), e o tag (marcador para fio ou outro dispositivo). A panóplia de wearables está disponível em quatro cores e um preço a rondar os 15 euros.
Na sua opinião, uma das particularidades interessantes no sector dos pagamentos é que, cada opção que surge, se torna uma extensão no cardápio de métodos de pagamento e não substituição. “Há 10 mil milhões de transações eletrónicas e um milhão de cheques”, exemplificou a CEO da SIBS, neste evento que reúne alguns protagonistas da economia portuguesa e lusófona e antecipa as tendências do país e do mundo no próximo ano.
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