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Investidores atentos aos dados macroeconómicos e possíveis mexidas nas taxas de juro

Semana importante economicamente, com vários dados macroeconómicos a serem conhecidos que poderão influenciar as mexidas nas taxas de juro do próximo ano.
dívida obrigações
16 Dezembro 2025, 07h05

Entrámos na última semana completa dos mercados de 2025, uma vez que para a semana temos o Natal, dia em que a maioria das bolsas estão fechadas. Depois de uma semana “muito divertida”, na opinião dos analistas do Bankinter, é esperado que o reposicionamento desta semana, que já deve ter 2026 no pensamento, “se traduza em ligeiras subidas”.

Durante esta semana vão ser publicados muitos dados macroeconómicos, e vão se realizar reuniões de cinco bancos centrais. “Noruega e Suécia irão repetir em 4,00% e 1,75%, respetivamente, passando desapercebidos. Mas o Banco de Inglaterra irá cortar -25 p.b., até 3,75%, o BCE repetirá em 2,00/2,15% (Depósito/Crédito), mas irá publicar estimativas macro revistas para melhor e pode ser que insinue que o seu próximo movimento será de subida e não de descida, enquanto o Banco do Japão poderá subir +25 p.b. até 0,75%”, apontam os analistas do Bankinter.

Do lado dos Estados Unidos, a semana passada animou com a redução das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed), mas as incertezas sobre a inteligência artificial continuaram a deixar rasto. “A atenção voltou-se rapidamente para a sustentabilidade do investimento em infraestruturas de inteligência artificial”, afirma o analista da ActivTrades Europe Henrique Valente.

A Oracle divulgou resultados e guias “que corroboram a nossa opinião de que poderá ser a exceção negativa entre as grandes tecnológicas americanas pela sua elevada dívida devido a investimentos em IA tardios, mas que se não realizasse seria pior”, referem os analistas do Bankinter.

Para além destes guias foi ainda avançado que alguns data centers da Oracle destinados à OpenAI poderiam ver a sua conclusão adiada de 2027 para 2028, “devido a constrangimentos de mão de obra e materiais”, sublinha o analista da ActiveTrades. “A Oracle negou atrasos, mas o episódio pesou sobre o sentimento e contribuiu para o fecho semanal em terreno negativo”, declara.

Para esta semana, enquanto os investidores europeus estão de olhos postos na decisão e declarações do Banco Central Europeu, os norte-americanos estarão atentos aos dados de inflação nos EUA, bem como aos indicadores do mercado de trabalho, “que poderão ajudar a clarificar o ritmo de abrandamento económico e as próximas decisões da Fed”, afirma o analista.


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