Os mercados fecharam a sessão de quarta-feira em terreno misto, em dia de comunicação da Reserva Federal (Fed), que passou pela manutenção dos juros de referência. Por cá, o PSI foi das poucas praças europeias a registar perdas, com uma descida de 0,34% para 7.661,89 pontos.
A REN liderou as perdas, com uma queda de 1,67% para 2,940 euros, seguida da Jerónimo Martins, que perdeu 1,39% para 21,22 euros. Do lado dos ganhos europeus ficaram a Corticeira Amorim, que na terça-feira apresentou uma diminuição de 5,5% nas receitas. A Mota-Engil também registou ganhos, de 0,90% para 4,464 euros.
As principais praças europeias fecharam no ‘verde’, com o CAC40 a avançar 0,06% para 7.861,96 pontos e o IBEX35 aumentou 0,32% para 14.376,50 pontos.
O dia foi marcado pela divulgação do indicador de confiança dos consumidores, que registou uma subida em julho em Portugal, segundo dados do INE. Quarta-feira foi ainda dia de ser conhecido o PIB português, que apresentou um crescimento de 1,9% em termos homólogos, algo que animou os investidores.
Ainda em Portugal, foi conhecido que o país fechou o primeiro semestre com um excedente de mais de 2 mil milhões de euros.
Os bancos portugueses continuaram a divulgar resultados, desta vez foi a vez da Caixa, que fechou o primeiro semestre com uma ligeira subida dos lucros para 893 milhões de euros, e do BCP, que registou um lucro de 502,3 milhões.
Os indicadores económicos mostraram ainda uma subida no sentimento económico em julho na União Europeia e na Zona Euro, havendo uma maior confiança na indústria, nos serviços e no comércio a retalho.
Do outro lado do Atlântico, Wall Street começou no ‘verde’, depois dos dados económicos mostrarem que a economia norte-americana cresceu 3% no segundo trimestre.
O presidente norte-americano também marcou a agenda do dia, com o anúncio de tarifas de 25% sobre produtos da Índia, uma medida que vai entrar em vigor a partir de dia 1 de agosto.
Contudo, o foco dos investidores esteve na decisão da Fed, sendo que acabou por acontecer aquilo que era esperado pelos analistas: as taxas mantiveram-se inalteradas.
Apesar da pressão da Casa Branca, a Reserva Federal manteve os juros de referência para a economia norte-americana inalterados esta quarta-feira, em linha com o esperado pelo mercado. As taxas diretoras permanecem assim entre 4,25% e 4,5% pela quinta reunião consecutiva, mas com dois votos contra pela primeira vez em mais de 30 anos.
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