Investimento da Apollo salva finanças do Sporting

Os leões vão formalizar nas próximas semanas um empréstimo de 65 milhões de euros junto do fundo norte-americano Apollo, dando como garantia as receitas televisivas. Acordo permite ao clube presidido por Frederico Varandas honrar os seus compromissos junto de investidores, funcionários e fornecedores.

Rodrigo Antunes/Lusa

O fundo Apollo está prestes a salvar as finanças de curto e médio prazo do Sporting Clube de Portugal. Os norte-americanos estão prestes a conceder um empréstimo de 65 milhões de euros ao clube de Alvalade.

O acordo ainda não está fechado, mas será formalizado nas próximas semanas, sabe o Jornal Económico. Alias, a Apollo já teria manifestado esta disponibilidade à equipa de Frederico Varandas durante o processo de eleições no Sporting.

A SAD leonina veio recentemente a público assumir que as suas contas estão no vermelho. A 27 de fevereiro, o clube assumiu que precisava de “cerca de 65 milhões de euros, dos quais 41 milhões de euros até 30 de junho de 2019”.

Para fazer face à falta de dinheiro, a SAD do Sporting anunciou na passada semana que vai antecipar as receitas do contrato de direitos de transmissão dos jogos da equipa principal com a operadora Nos.

A necessidade urgente do Sporting por mais dinheiro foi divulgada publicamente pelo Sporting, dias depois de o Jornal Económico ter avançado em primeira mão que o clube precisava de arranjar várias dezenas de milhões de euros até junho para honrar os seus compromissos com investidores, funcionários e fornecedores.

O vice-presidente do Sporting Francisco Salgado Zenha assegurou que o clube não precisa de vender futebolistas. Mas a verdade é que, apesar de não os vender, o Sporting já rescindiu com três jogadores – Nani, Fredy Montero e Luc Castagnos -, o que permitiu aliviar a massa salarial do clube em mais de 10 milhões de euros por época.

Os ‘leões’ contrataram a ‘boutique’ financeira Stormharbour para levantar 175 milhões de euros junto de investidores institucionais, oferecendo como colateral os créditos do contrato de direitos televisivos e de publicidade que mantem com a NOS, apurou o Jornal Económico.

Sporting precisa de arranjar 50 milhões até junho para honrar compromissos

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