Além da pressão nos preços, o investimento em defesa deve ter um impacto positivo no crescimento, ajudando a contrariar a estagnação em que caiu o bloco europeu nos últimos semestres. A magnitude deste impacto é ainda altamente incerta, embora os analistas concordem que deverá ser positiva, e, apesar de não ser o investimento mais produtivo possível, foi assim que surgiram tecnologias como o GPS ou a internet.
A Gavekal considera mesmo que o consenso dos países europeus em torno da necessidade de gastar mais dinheiro e investir em defesa pode ser mesmo o principal legado de Trump. As tarifas subtrairão ao PIB do bloco, mas de forma contida, ao passo que a remoção das restrições orçamentais pode gerar um crescimento bastante mais considerável.
A UE exporta apenas o equivalente a 3,5% do PIB em bens para os EUA, pelo que uma tarifa de 25% chegaria, no máximo, a 0,9 pontos percentuais (p.p.) do PIB – na realidade, o impacto seria provavelmente menor, dado que 17% das exportações são atribuídas à Irlanda, mas correspondem a contratos de subsidiárias americanas na Ásia. Em sentido inverso, o consumo interno representa mais de 50% do PIB europeu, sublinhando a sua importância relativa comparando com as exportações para os EUA.
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