Investimento empresarial deverá crescer 3,6% em 2020

Instituto Nacional de Estatística aponta para subida nominal. No entanto, registou-se uma diminuição de 6% do investimento nas indústrias transformadoras no ano passado, registando-se taxas de variação negativas em oito das 14 subseções.

O investimento empresarial deverá apresentar um crescimento de 3,6% em 2020, em termos nominais, concluiu o Inquérito de Conjuntura ao Investimento (de outubro do ano passado) realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgado esta sexta-feira, 24 de janeiro.

“Os resultados deste inquérito apontam ainda para um aumento de 3,8% do investimento em 2019, taxa próxima da obtida no inquérito anterior (variação de 3,7%)”, aponta o gabinete estatístico português. “Entre os objetivos do investimento perspetiva-se um aumento da importância relativa do investimento orientado para a substituição e para outros investimentos, enquanto o peso relativo do investimento associado à extensão da capacidade de produção e à racionalização e reestruturação deverá diminuir”, destaca o INE.

Tendo em consideração a dimensão das empresas por escalões de trabalhadores ao serviço, “são de destacar as empresas pertencentes ao quarto escalão (500 ou mais pessoas ao serviço) por registarem o contributo positivo mais significativo (4,6 pontos percentuais) para a variação do investimento em 2019, refletindo um crescimento de 12,6%, seguindo-se as empresas do primeiro escalão (menos de 50 pessoas ao serviço) com um contributo de 0,7 p.p. (taxa de variação de 2,7%)”.

Por sua vez, as empresas do segundo escalão (entre 50 e 249 pessoas ao serviço) e do terceiro escalão (entre 250 e 499 pessoas) apresentaram contributos negativos (-0,3 p.p. e -1,1 p.p., respetivamente) para a variação do investimento em 2019 (refletindo decréscimos de 1,4% e 6,9%, pela mesma ordem)”, aponta o INE.

Os resultados do atual inquérito apontam para uma diminuição de 6,0% em 2019 do investimento nas indústrias transformadoras, registando-se taxas de variação negativas em oito das catorze subsecções. Assim, as subsecções de indústrias da madeira e da cortiça, com exceto mobiliário, enquanto a fabricação de obras de cestaria e de espartaria e de fabricação de máquinas e equipamentos registaram os contributos negativos mais expressivos para a variação do investimento desta secção (-2,8 p.p. e -2,0 p.p., respetivamente), com diminuições de 46,0% e 34,1% em 2019, sendo que a subsecção de fabricação de outros produtos minerais não metálicos apresentou o contributo positivo mais expressivo (1,5 p.p.) para a variação do investimento desta secção em 2019.

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