O Irão fechou parte do Estreito de Ormuz “durante várias horas” esta terça-feira, por questões de segurança, enquanto a guarda revolucionária de elite do país realizava exercícios militares, segundo a “Reuters”.
Esta movimentação acontece no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos e o Irão se reúnem, pela segunda vez, em Genebra para negociarem.
A televisão estatal iraniana afirma que “as principais rotas do Estreito de Ormuz estão sob o controlo da Marinha do IRGC [Islamic Revolutionary Guard Corps], e o Irão não tem linhas vermelhas no que toca à salvaguarda da segurança nesta região”.
Este é um estreito comercial estratégico, ligando o golfo Pérsico ao golfo de Omã, sendo por este que passa um quinto do petróleo consumido mundialmente e 20% do gás natural. Teerão já ameaçou fechá-lo caso seja atacado.
Em junho, as forças norte-americanas juntaram-se a Israel e bombardearam instalações nucleares no Irão, e enviaram forças de combate para a região.
Antes das negociações desta terça-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando “as consequências de não se chegar a um acordo”. O presidente revelou que vai participar “indiretamente” nestas discussões, que considera “muito importantes”.
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