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Irão promete ‘rejeitar veementemente’ interferência de Trump no país

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Seyed Abbas Araghchi, prometeu “rejeitar veementemente” qualquer interferência nos assuntos internos do país.
3 Janeiro 2026, 13h52

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Seyed Abbas Araghchi, prometeu esta sexta-feira “rejeitar veementemente” qualquer interferência nos assuntos internos do país, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertar que o seu país agiria se o Irão “matasse manifestantes pacíficos”.

Numa publicação nas redes sociais, Araghchi disse que as forças armadas do Irão “estão de prontidão e sabem exatamente para onde apontar” caso a sua soberania seja violada, respondendo a comentários anteriores de Trump, nos quais afirmou que os Estados Unidos “iriam em seu socorro” se o Irão atirasse em manifestantes pacíficos.

Desde domingo passado, eclodiram protestos em diversas cidades iranianas devido à forte desvalorização da moeda nacional, o rial. Araghchi afirmou que o protesto pacífico é um direito dos iranianos afetados pela volatilidade cambial, mas mencionou incidentes isolados de violência, incluindo ataques a uma delegação da polícia e à policia nas ruas. E acrescentou que ataques criminosos contra propriedades públicas não podem ser tolerados.

Pelo menos três pessoas morreram e 13 membros das forças de segurança ficaram feridos em confrontos durante protestos em duas províncias iranianas nas últimas 24 horas, informou a imprensa iraniana.

Saeid Pourali, vice-governador da província de Lorestan, no oeste do Irão, atribuiu os recentes protestos a queixas relativamente às condições económicas do país. E enfatizou que as pressões económicas, incluindo a volatilidade cambial e as preocupações com os meios de subsistência, provêm das sanções ocidentais “cruéis”.

O rial iraniano desvalorizou acentuadamente desde que os Estados Unidos se retiraram do acordo nuclear com o Irão em 2018, e voltou a colocar as sanções no ativo.


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