Numa altura em que se discute o futuro da Venezuela, após a administração Trump ter removido Nicolás Removido da presidência do país, os media norte-americanos, mais concretamente aqueles que são mais próximos da Casa Branca, estão sobretudo preocupados com a propriedade do Nobel da Paz atribuído a Maria Corina Machado, líder da oposição no país.
Em entrevista à Fox News, a primeira dada por Maria Corina Machado desde a intervenção dos EUA na Venezuela, o jornalista fez questão de dar primazia ao Nobel da Paz, destacando que “não é muito comum que um vencedor de um Prémio Nobel da Paz dedique esse prémio ao presidente de outro país” e ainda “que diga que Trump merece mais esse prémio do que quem foi distinguido”.
A líder da oposição na Venezuela revelou que assim “que soube que tinha sido galardoada, falei com o presidente Trump porque achava que ele devia ter ganho. e isso foi reforçado com aquilo que ele fez na Venezuela neste início de ano”.
“E se eu acreditava que ele devia ter ganho o Nobel em outubro, imagine agora. Ele provou ao mundo que merece o prémio. E não é apenas um grande passo para os venezuelanos, também o é para a humanidade”, realçou.
Maria Corina Machado revelou que falou com Donald Trump a 10 de outubro, data da divulgação da vencedora do Nobel, e que desde esse momento nunca mais teve contacto com o presidente dos EUA. “Quero agradecer-lhe porque trinta milhões de venezuelanos estão mais próximos da liberdade e os EUA estão mais seguros”.
Sobre o Nobel, o jornalista lançou uma última pergunta, talvez a mais inusitada de toda a entrevista: “Alguma vez pensou em dar o Nobel a Trump?”. Visivelmente constrangida, Maria Corina Machado respondeu com diplomacia: “Este prémio também é dele e quando houver oportunidade, quero partilhar o Nobel com Trump”.
Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.
Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.
A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região, mostrando-se preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.
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