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“Já pensou em dar o Nobel a Trump?”: Fox News desafia Maria Corina Machado

Sobre o Nobel, o jornalista lançou uma última pergunta, talvez a mais inusitada de toda a entrevista: “Alguma vez pensou em dar o Nobel a Trump?”. Visivelmente constrangida, Maria Corina Machado respondeu com diplomacia à Fox News.
epa12444140 (FILE) Maria Corina Machado participates in a public event in support of Edmundo Gonzalez Urrutia (not pictured), the presidential candidate of the main opposition coalition, the Democratic Unitary Platform (PUD), in Caracas, Venezuela, 31 May 2024 (reissued 10 October 2025). The Norwegian Nobel Committee has announced at the Norwegian Nobel Institute in Oslo, Norway, 10 October 2025, to award the Nobel Peace Prize for 2025 to Venezuelan opposition leader Maria Corina Machado. EPA/RONALD PENA R.
6 Janeiro 2026, 10h20

Numa altura em que se discute o futuro da Venezuela, após a administração Trump ter removido Nicolás Removido da presidência do país, os media norte-americanos, mais concretamente aqueles que são mais próximos da Casa Branca, estão sobretudo preocupados com a propriedade do Nobel da Paz atribuído a Maria Corina Machado, líder da oposição no país.

Em entrevista à Fox News, a primeira dada por Maria Corina Machado desde a intervenção dos EUA na Venezuela, o jornalista fez questão de dar primazia ao Nobel da Paz, destacando que “não é muito comum que um vencedor de um Prémio Nobel da Paz dedique esse prémio ao presidente de outro país” e ainda “que diga que Trump merece mais esse prémio do que quem foi distinguido”.

A líder da oposição na Venezuela revelou que assim “que soube que tinha sido galardoada, falei com o presidente Trump porque achava que ele devia ter ganho. e isso foi reforçado com aquilo que ele fez na Venezuela neste início de ano”.

“E se eu acreditava que ele devia ter ganho o Nobel em outubro, imagine agora. Ele provou ao mundo que merece o prémio. E não é apenas um grande passo para os venezuelanos, também o é para a humanidade”, realçou.

Maria Corina Machado revelou que falou com Donald Trump a 10 de outubro, data da divulgação da vencedora do Nobel, e que desde esse momento nunca mais teve contacto com o presidente dos EUA. “Quero agradecer-lhe porque trinta milhões de venezuelanos estão mais próximos da liberdade e os EUA estão mais seguros”.

Sobre o Nobel, o jornalista lançou uma última pergunta, talvez a mais inusitada de toda a entrevista: “Alguma vez pensou em dar o Nobel a Trump?”. Visivelmente constrangida, Maria Corina Machado respondeu com diplomacia: “Este prémio também é dele e quando houver oportunidade, quero partilhar o Nobel com Trump”.

Donald Trump recusou-se publicamente a respaldar María Corina Machado, dizendo, no fim de semana, que esta não tem apoio suficiente na Venezuela para liderar o país.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram, na segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região, mostrando-se preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.


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