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Japão prevê dobrar mercado dos centros de dados até 2028

Para cumprir este objetivo desempenhará um papel de relevo o novo hub que será construído em Nanto (Toyama) onde ficará localizado o maior centro de dados japonês, que terá capacidade de 3,1 gigawatts, que deve ficar finalizado em 2028.
26 Dezembro 2025, 11h02

A febre dos centros de dados (ou data centers na tradução inglesa) já chegou ao Japão. Não só o país asiático vai construir o seu maior hub de centro de dados, na cidade de Nanto (Toyama), com capacidade de 3,1 gigawatts, como avançou a agência Reuters a 19 de dezembro, como prevê que este mercado dobre o seu valor até 2028, pelos cálculos da empresa de research IDC Japão.

A empresa de research IDC Japão prevê que o mercado de centros de dados japonês quase duplique até 2028 para os 32 mil milhões de dólares (27,1 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), como resultado dos desenvolvimentos que se têm assistido em áreas como a da cloud (ou nuvem na tradução portuguesa) e da inteligência artificial. A Reuters adianta também que o governo nipónico tem a expetativa que os centros de dados consigam atrair investimento direto estrangeiro no valor de 651,6 mil milhões de euros até 2030, um valor bem superior aos 289,4 mil milhões de euros atingidos em 2024.

Para cumprir este objetivo desempenhará um papel de relevo o novo hub que será construído em Nanto (Toyama) onde ficará localizado o maior centro de dados japonês, que terá capacidade de 3,1 gigawatts.

A primeira fase do hub de Nanto deve suportar cerca de 400 megawatts, e deve responder às necessidades das grandes empresas tecnológicas mundiais como a Amazon, Microsoft e Google.

O projeto, na sua totalidade, deve ficar concluído em 2028.

A nova infraestrutura, que é a terceira do género no país, juntando-se aos hubs localizados em Tóquio e Osaka, de onde proveem 85% dos centros de dados do Japão, salienta a Reuters, pretende dar resposta à cada vez maior procura por serviços ligados à inteligência artificial.

O centro de dados, que ficará localizado em Nanto, deve ser feito com a promotora GigaStream Toyama. A escolha de Nanto (Toyama), deveu-se, explica a agência noticiosa, entre outros fatores, a estarem numa área de baixo risco sísmico.


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