Estou farto de ver outros países a roubar os Estados Unidos”. A frase é do presidente norte-americano Donald Trump, mas não é originária do seu atual segundo mandato. Nem do primeiro, que começou em 2016. Foi dita por Trump no final dos anos 80, no então célebre programa Larry King Live da CNN – numa altura em que o candidato a ‘rei do imobiliário’ (que já ponderava ser um dia presidente do país) tinha acabado de chegar de um infrutífero périplo pelo Japão para conseguir financiar os seus projetos.
Pouco depois (em 1988), Trump diria que o comércio entre os Estados Unidos e o Japão não era livre, dado que os nipónicos limitam-se “a despejar” produtos no mercado norte-americano. “É impossível fazer negócios lá”, desabafava. Tantos anos volvidos, as tarifas aduaneiras propostas pela administração Trump têm como um dos seus principais alvos, entre outros facilmente identificáveis, o setor automóvel do Japão.
No ano passado, a indústria automóvel representou 28% das exportações japonesas para os Estados Unidos, no valor de cerca de 40 mil milhões de dólares (37,12 mil milhões de euros) – num quadro em que o défice comercial entre os dois países é desfavorável aos Estados Unidos em mais de 70 mil milhões de dólares. A indústria, que representa cerca de 10% dos postos de trabalho nipónicos, é o mais importante item do comércio com os Estados Unidos, passado que está o tempo da elétrica (que a Sony comandou) e dos chips (que Taiwan substituiu).
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