Jeff Bezos e executivos da Amazon poderão ter mentido ao congresso dos EUA

Os principais legisladores dos EUA admitem estar a considerar pedir uma “investigação criminal” à empresa depois de uma investigação da “Reuters” dizer que a Amazon copiava produtos e manipulava os seus resultados de pesquisa na Índia para aumentar as vendas da marca.

Joshua Roberts / Reuters

Executivos da Amazon, incluindo o fundador Jeff Bezos, podem ter enganado ou mentido o Congresso dos EUA sobre as práticas dos negócios da empresa, segundo a “BBC”.

Os principais legisladores dos EUA admitem estar a considerar pedir uma “investigação criminal” à empresa, depois de uma investigação da “Reuters” revelar que a Amazon copiava produtos e manipulava os seus resultados de pesquisa na Índia para aumentar as vendas da própria marca.

Por sua vez, a Amazon nega as acusações. “A Amazon e os seus executivos não enganaram o comité e procurámos corrigir o registo dos artigos imprecisos em questão”, disse um porta-voz da empresa.

Na segunda-feira, cinco membros do Comité Judicial da Câmara dos EUA escreveram ao diretor-executivo da Amazon, Andy Jassy, ​​que sucedeu a Bezos em julho, e disseram que as “reportagens confiáveis” da “Reuters” a par com outros artigos recentes em outros meios de comunicação “contradizem diretamente o testemunho e as representações dos principais executivos da Amazon em tribunal”.

“Na melhor das hipóteses os representantes da Amazon enganaram o Comité. Na pior, demonstra que podem ter mentido para o Congresso numa possível violação da lei criminal federal”, conforme é referido na carta enviada à Amazon.

A investigação da Reuters teve por base milhares de páginas de documentos internos da Amazon a que agência de notícias teve acesso. A agência de notícias alegou que, pelo menos na Índia, a Amazon tinha uma política secreta de manipular os resultados da pesquisa para favorecer os próprios produtos da Amazon, bem como copiava produtos de outros vendedores.

Desde 2019, os EUA têm investigado a concorrência nos mercados digitais, incluindo como a Amazon usa os dados de terceiros da sua plataforma e se a empresa favorece injustamente os seus próprios produtos”.

Em depoimento, no ano passado, Bezos garantiu que a empresa proíbe os funcionários de utilizar dados de vendedores individuais para beneficio da Amazon. Noutra audiência, em 2019, Nate Sutton, conselheiro geral associado da Amazon, disse que a empresa nunca utilizou esse tipo de dados para criar os próprios produtos de marca ou manipular os resultados de pesquisa para ganho privado. “Os algoritmos são otimizados para prever o que os clientes querem comprar independentemente do vendedor”, assegurou Nate Sutton.

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