Jerónimo Martins é o 50º maior grupo retalhista a nível mundial

Estudo da Deloitte sobre ‘Global Powers of Retailing 2020’ coloca o Grupo Sonae na 155ª posição do ‘ranking’ global do setor retalhista.

Pingo Doce

O Grupo Jerónimo Martins está posicionado no 50º lugar do ‘ranking’ dos maiores grupos retalhistas mundiais, de acordo com o mais recente estudo da consultora Deloitte,’Global Powers of Retailing 2020′, referente aos dados do ano passado, que hoje foi disponibilizado.

Segundo esse estudo, a Jerónimo Martins registou um volume de receitas de cerca de 18,7 mil milhões de euros, estando presente em três países (Portugal, Polónia e Colômbia).

A Sonae, outro grupo retalhista português, está posicionado no 155º lugar, com presença em 24 países e receitas de cerca de 6,1 mil milhões de euros.

O ‘ranking’ elaborado pela Deloitte é dominado pelas empresas de distribuição norte-americanas, que conseguem sete presenças nas primeiras dez posições.

as 250 maiores empresas mundiais de distribuição atingiram um volume de negócios de cerca de 4,23 biliões de euros, o que traduziu um crescimento de 4,19% face ao exercício precedente, uma subida inferior à verificada no último estudo da Deloitte, em que se tinha fixado em 5,7%. Esse abrandamento da subida deveu-se efeitos cambiais negativos.

No entanto, a Europa domina as presenças em termos geográficos, com 88 empresas de retalho das maiores 250, o que corresponde a 32,5% do total da tabela e envolve uma quota de 34,4% do total das receitas apuradas por este ‘ranking’ da Deloitte.

Assim, esta tabela é dominada pela Wal-Mar, com um total de receitas na casa dos 470 mil milhões de euros. Do pódio constam ainda as também norte-americanas Costco Wholesale Corp., com receitas de cerca de 129,3 mil milhões de euros, e a Amazon, com receitas de cerca de 128,1 mil milhões de euros.

Quanto às empresas de retalho fisicamente presentes em Portugal, menção para a Aldi (8º lugar da tabela, com receitas de cerca de 97 mil milhões de euros e presença em 19 mercados), Auchan (18º, cerca de 54,2 mil milhões de euros de receitas, 14 países), E. Leclerc (21º, cerca de 40,6 mil milhões, seis países), IKEA (25º, cerca de 37,9 mil milhões de euros, 30 mercados), LVMH (27º, cerca de 34,6 mil milhões de euros, 70 países), e Intermarché (29º cerca de 33,5 mil milhões de euros, quatro países).

A Inditex (dona da Zara) está posicionada em 33º lugar, com receitas de cerca de 28 mil milhões de euros, com presença em 202 países; seguida da Metro (dona da Makro), na 34ª posição, com receitas de cerca de 26,2 mil milhões de euros, 25 países; e da Mercadona (que entrou o ano passado no mercado nacional), no 36º lugar, com receitas de cerca de 24 mil milhões de euros e presença em dois países.

Referência ainda nesta estudo da Deloitte para grupos que estão em Portugal mas se posicionam numa parte inferior desta tabela: Grupo Adeo (dono da Leroy Merlin e da AKI, presença em 15 países); El Corte Inglés (65º, cerca de 13,8 mil milhões de euros em receitas, presença 20 países); Decathlon (77º, cerca de 12,2 mil milhões de euros, 51 países); Spar (81º, cerca de 11,3 mil milhões de euros, oito países); Fnac (121º, cerca de 8,1 mil milhões de euros em receitas, presença em 12 países); e Dia (122º lugar, cerca de 7,9 mil milhões de euros, quatro países).

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