O CEO da Ford Jim Farley vendeu a ideia durante anos a trabalhadores e investidores que a empresa tinha de apanhar a Tesla e os concorrentes chineses, mas já mudou de ideias.
“Não podemos alocar dinheiro a coisas que não dão dinheiro. Por muito que goste destes produtos, os clientes nos EUA não vão pagar por eles. É o final”, disse o gestor esta semana à “Reuters”.
Os EUA deixou de estar sujeito a metas, ao contrário da União Europeia e da China, onde as marcas têm metas a cumprir, mas também com apoios pelo meio.
A estratégia “One Ford”, produzir os mesmos carros para todos os mercados mundiais já não funciona. Os carros para os EUA vão ter obrigatoriamente de ser diferentes face a outros mercados.
“Os carros elétricos não vão desaparecer. As marcas querem competir globalmente ou vão só ficar em casa [nos EUA]?”, questionou o ex-executivo da GM Michael Dunne.
Se na Europa as vendas de elétricos e híbridos pesam 25% no mercado, já na China pesam 50% das vendas, enquanto que nos EUA afundaram para 5% quando os apoios foram retirados.
Stephanie Valdez Streaty da ox Automotive aponta que os carros elétricos não sobrevivem sem apoio público.
No entanto, a Ford vai continuar a apostar nos híbridos elétricos, esperando que metade das suas vendas globais em 2030 consistam destes modelos.
Nos EUA, a Toyota aposta forte nestes modelos, pesando 50% nas suas vendas. Estes modelos não precisam de carregamento recorrendo a cabos, usando um motor a gasolina para carregar a bateria elétrica.
“Os híbridos são o futuro para os fabricantes tradicionais”, defende Elliot Johnson da Evolve ETF.






