João Cotrim de Figueiredo, candidato que terminou a primeira volta das eleições presidenciais, recusou dar o apoio a qualquer um dos candidatos para a segunda volta mas disse mais: os portugueses deparam-se com uma péssima escolha e a culpa, diz, é de Luís Montenegro.
“Não passei à segunda volta e já felicitei Seguro e Ventura. É uma derrota e assumo como uma derrota pessoal mas não é uma derrota da convicção de que Portugal pode ser mais e melhor”, começou por referir o antigo líder da Iniciativa Liberal.
Para João Cotrim Figueiredo, esta campanha “foi um desafio aos portugueses para que exijam mais. Mobilizámos 900 mil portugueses e essa é uma vitória vossa” e que “hoje pode ser o princípio de um caminho que alguém possa trilhar”.
Para o terceiro candidato mais votado, os portugueses “vão ter que se deparar com uma péssima escolha” para a segunda volta: “É provável que possamos ter um presidente socialista e isso deve-se a um erro estratégico do presidente do PSD. Montenegro não esteve à altura, não colocou o interesse do país à frente do interesse do seu partido. Não esteve à altura do legado de Francisco Sá Carneiro. Não vou endossar o voto na segunda volta, os eleitores deverão fazê-lo livremente na segunda volta”.
António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios das eleições de hoje.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.
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