João Galamba: Leilão de energia solar com ganhos de 600 milhões de euros em 15 anos para os consumidores

O secretário de Estado da Energia destacou que num dos lotes do leilão foi atingida a “tarifa mais baixa do mundo (14,76 euros por megawatt/hora). Não há nenhum leilão no mundo até hoje feito que tenha tido uma tarifa tão baixa”.

Terminou o primeiro leilão de energia renovável que teve lugar em Portugal desde 2006. O processo terminou com a atribuição de 1.150 megawatts (MW) do total de 1.400 MW que estavam em jogo.

“Nós fizemos um modelo único no mundo porque foi o primeiro leilão do mundo a colocar em concorrência directa tarifas fixas e tarifas de mercado com contribuição ao sistema. Nunca tinha havido um leilão assim no mundo, este foi o primeiro”, disse o secretário de Estado da Energia ao Jornal Económico.

Segundo João Galamba, o “leilão superou as expetativas” do Governo, com 22 lotes atribuídos dos 24 iniciais. Dos 1.150 MW, 800 MW atribuídos dizem respeito à tarifa fixa, e 300 MW não têm tarifa.

No leilão foi alcançado, num dos lotes, a “tarifa mais baixa do mundo (14,76 euros por megawatt/hora). Não há nenhum leilão no mundo até hoje feito que tenha tido uma tarifa tão baixa”.

“Temos vários lotes atribuídos com tarifas inferiores a 20 euros por MW/hora, o que também é um recorde”, destaca o governante.

Dos 800 megawatts com tarifa fixa, a “tarifa média é de 20,33 euros MW/hora, com a tarifa máxima num dos lotes a atingir os 31 euros”.

“Os resultados na tarifa de mercado foram extraordinários porque nós temos uma contribuição média para o sistema de 20 euros por megawatt/hora, as empresas que ganharam os 300 MW vão pagar diretamente ao sistema para produzir”, aponta João Galamba.

Analisando as consequências do leilão no longo prazo para o sistema elétrico português, o secretário de Estado da Energia sublinha os ganhos para os consumidores.

“Os consumidores – seja por via de uma tarifa fixa muito baixa, seja por via de um pagamento ao sistema -, vão ter um valor atual líquido, de todo este leilão agregado, de 600 milhões de euros ao longo de 15 anos”, afirma João Galamba.

“Imaginemos que o preço de mercado está a 40 euros: como os produtores vendem a  20 euros, os consumidores ganham 20 euros. No outro regime, os consumidores ganham o que as empresas pagam ao sistema, o valor agregado desses benefícios todos, tudo somado, dá 600 milhões de euros para os consumidores portugueses em 15 anos”, destaca o governante.

Ler mais
Recomendadas

Hotel da Barrosinha abre portas em Álcacer do Sal num investimento de cinco milhões de euros

Dispondo de 37 quartos standard, que inclui um quarto totalmente adaptado para pessoas com mobilidade reduzida e oito quartos comunicantes, e ainda duas suites, o Hotel da Barrosinha aposta na proximidade ao ritmo da natureza.

Ministro do Ambiente afirma que processo do lítio em Montalegre é “cristalino”

João Pedro Matos Fernandes afirmou que “é óbvio” que os argumentos das populações são importantes, bem com os das autarquias”, e lembrou que durante a avaliação de impacto ambiental vai decorrer uma consulta pública.

Novo Banco confirma que a venda carteira de malparado Nata II foi autorizada pelo Fundo de Resolução

O banco confirma assim a notícia avançada hoje pelo Jornal Económico. O Novo Banco já registou nas contas a venda da carteira de malparado ao fundo Davidson Kempner.
Comentários