Como duas grandes guerras e uma pandemia traíram a chama olímpica

Passados 74 anos, a elite desportiva terá de replanear mais uma edição dos Jogos Olímpicos, adiando a competição pela primeira vez.

Aquela que é considerada a maior competição desportiva a nível mundial, os Jogos Olímpicos, não se realizaram apenas em três ocasiões, sempre por motivos bélicos – primeira e segunda guerra mundial. A pandemia de Covid-19 obrigou a que pela quarta vez na história moderna, os Jogos Olímpicos de 2020 não se realizem, sendo que desta vez, foi decidido o adiamento do certame.

A primeira guerra mundial que opôs os Aliados (liderados pelos Estados Unidos) aos poderes centrais (liderados pela Alemanha) aconteceu entre 1914 e 1918, foi a primeira vez que o mundo como o conhecemos entrou num verdadeiro estado de pânico generalizado, rompendo economias e grande parte da vida “normal” em sociedade. Os Jogos Olímpicos agendados para o verão de 1916, organizados pela Alemanha, por motivos óbvios, tiveram de ser cancelados. Só se voltariam a realizar quatro anos depois, organizados por França e Bélgica.

Entre 1920 e 1936 as edições decorreram dentro da normalidade, incluindo os Jogos Olímpicos de 1936 organizados na Alemanha com um forte apoio do partido Nazi que, através de ordens expressas de Adolf Hitler, construíram um estádio completamente novo (que se mantém até aos dias de hoje) o Olímpico de Berlim. Três anos depois, a Alemanha iniciara várias invasões aos países vizinhos, arrastando o mundo para mais uma guerra, que duraria mais que a anterior e mataria mais gente.

Entre 1939 e 1945, a segunda guerra mundial disputou-se na Europa, gerando incerteza e, mais uma vez, rompendo com a economia e obrigando milhões de pessoas a participarem num dos mais sangrentos confrontos da história moderna. Os Jogos Olímpicos de 1940, inicialmente organizados pelo Japão, foram cancelados pela guerra entre os nipónicos e os seus vizinhos (na altura arqui-inimigos) China. Posteriormente, com a desistência do Japão como país organizador, a Alemanha chegou-se à frente e “ofereceu-se” para a competição de inverno, e a Finlândia para organizar a competição de verão. A escalada de tensões relativas à segunda guerra mundial, motivadas pela invasão à Polónia por parte da Alemanha, obrigaram ao cancelamento definitivo da edição de 1940.

Quatro anos depois, em 1944, o evento ex-líbris do desporto mundial seria organizado pela Itália (inverno) juntamente com o Reino Unido (verão), mas mais uma vez, as presentes tensões respeitantes à segunda guerra mundial, obrigariam a mais um cancelamento.

Desde então, mais concretamente desde 1946, quando a Suíça e o Reino Unido organizaram a edição de regresso dos Jogos Olímpicos, nunca mais houve motivos que levassem sequer à consideração de adiar, mais uma vez, a maior e mais conceituada competição desportiva do mundo.

Chegados a 2020, o mundo vê-se a braços com uma pandemia que já se espalhou por todos os cantos do globo, o Covid-19 paira, como se de uma assombração se tratasse, pelo planeta Terra e, para já tudo leva a crer que, passados 74 anos, a elite desportiva terá de replanear mais uma edição dos Jogos Olímpicos. Entre a incerteza e o medo, tanto o governo do Japão (país organizador) como o Comité Olímpico Internacional, decidiram adiar a presente edição dos Jogos Olímpicos. Ficam agora agendados para o verão de 2021.

A pandemia de Covid-19 já contaminou 396.035 pessoas em todo o mundo, das quais 17.247 perderam a vida, e 103.748 conseguiram recuperar.

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