Jorge Calvete é o administrador judicial da Orey Antunes que pediu um PER

O prazo para a reclamação de créditos, começa a correr a partir da data da publicação do anúncio no Portal Citius, ou seja, 10 de dezembro de 2019. Os prazos são contínuos, não se suspendendo durante as férias judiciais.

A Sociedade Comercial Orey Antunes já tem um administrador judicial no âmbito do processo especial de revitalização (PER).

Em comunicado ao mercado, a Oey Antunes diz que foi proferido, no âmbito do PER anunciado a 28 de Novembro de 2019, um despacho de nomeação de administrador judicial provisório. Tendo sido nomeado Jorge Manuel e Seiça Dinis Calvete.

Com esta nomeação supra, “a Sociedade só pode praticar atos de especial relevo, tal como definidos no artº 161º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, com prévia autorização do nomeado administrador provisório (artº 17º E nº 2 do CIRE)”, refere o comunicado.

Este despacho representa o início formal do PER, conforme havia sido requerido pela Sociedade, tendo sido citados todos os credores da Sociedade e outros interessados.

O prazo para a reclamação de créditos é de 20 dias, devendo as reclamações de crédito ser remetidas ao administrador judicial provisório nomeado, tal como define a lei (artº 17-D, nº 2 do CIRE). Este administrador judicial, no prazo de cinco dias findo o prazo de reclamação de créditos, elaborará uma lista provisória de créditos.

O prazo para a reclamação de créditos, começa a correr a partir da data da publicação do anúncio no Portal Citius, ou seja, 10 de dezembro de 2019. Os prazos são contínuos, não se suspendendo durante as férias judiciais (tal como refere o artº 9º, nº 1 do CIRE).

“A Sociedade irá, nos termos da lei, comunicar a todos os seus credores que deu início a negociações com vista à sua revitalização, convidando-os a participar, caso assim o entendam, nas negociações em curso e informando que a proposta do plano de recuperação e demais documentação se encontram patentes na secretaria do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juiz 3 do Juízo de Comércio de Lisboa (Proc. nº 25776/19.8T8LSB)”, conclui a Orey.

A Orey Antunes alertou recentemente para os resultados que teria uma liquidação da empresa e pede aos credores que aprovem o processo de revitalização.

Na lista de credores contam-se mais de 200 entidades, entre os quais bancos nacionais: CGD, BCP, Novo Banco e Santander Totta. A Orey Antunes deve mais de 60 milhões de euros.

Ler mais
Relacionadas

Orey Antunes anuncia saída de vogal da administração

Luís Miguel Gonçalves Pereira renunciou ao cargo a 30 de novembro, um dia depois da empresa ter anunciado o pedido de abertura de Processo Especial de Revitalização (PER).

CGD, BCP, Santander na lista de credores reconhecidos da Orey que entrou em PER

A holding do Grupo Orey, um grupo familiar com 125 anos, pediu um PER para evitar a insolvência. A lista de credores é vasta e inclui bancos, seguradoras, consultoras, advogados, e supervisores. Alguns credores estão indignados com a exclusão da área lucrativa do grupo (área de negócio de transportes e logística) do plano de recuperação apresentado.

Orey Antunes pede PER para evitar falência

É expectativa do Conselho de Administração que este processo decorrerá por um período de 6 meses a 9 meses, até à sua conclusão. A Orey acredita na recuperação através deste plano que prevê perdão a 100% das dívidas dos credores subordinados.
Recomendadas

Consórcio de espanhóis ganha empreitada para linha férrea entre Évora e Freixo

Empreitada foi consignada hoje, dia 21 de janeiro, pela IP, à Comsa e à Constructora San José. Vale 46,6 milhões de euros e respeita à construção de 20,5 quilómetros de linha ferroviária nova para ligação a Espanha.

Banco Santander lidera Índice de Igualdade de Género da Bloomberg 2020

Para a elaboração do índice foram avaliadas 6.000 empresas de 84 países, tendo-se incluído no final 322 empresas.

BCP integra Bloomberg Gender-Equality Index pela primeira vez

A par da valorização das competências genéricas e específicas, “o Millennium bcp identifica de forma justa, e exclusivamente com base no mérito, os colaboradores com potencial e talento para virem a assumir funções de responsabilidade e complexidade acrescidas”, diz o banco.
Comentários