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José Pedro Croft: “Sou um ser político”

A impermanência é um assunto sério para José Pedro Croft, o artista plástico que encara a arquitetura como um “espaço de negociação” e que não procura “um papel para ficar na história”. Interessa-lhe antes procurar “uma obrigação ética e moral do trabalho”.
8 Março 2025, 10h00

Por estes dias, todos os caminhos vão dar a Madrid, mais precisamente à 44.ª edição da ARCOmadrid, a maior feira de arte contemporânea da Península Ibérica, que decorre até domingo com mais de 180 galerias de todo o mundo, incluindo 15 portuguesas. O nosso caminho, contudo, vai dar ao ateliê do artista português José Pedro Croft, que recebeu o JE antes de seguir viagem para a capital espanhola, onde expõe, até final de abril, “Duplo/Dobles”, na Galeria Helga de Alvear, nome de referência no meio, mecenas e importante colecionadora, para quem a arte era uma “causa”. Morreu a 3 de fevereiro, mas será recordada por muitos pelas suas diversas facetas, nomeadamente por ter sido determinante para a internacionalização de alguns artistas portugueses.

“São 19 obras distribuídas pelos dois pisos da galeria, uma delas, uma escultura que tem seis metros de comprimento”, diz o artista, antes de explicar o título da exposição. “São obras que são mostradas por pares. Quando se olha para uma, já se está a ver a outra. Ou seja, permite uma deslocação do olhar. Mas o espaço entre elas, que é um espaço de tensão, também é interessante. e que é o vazio, como se fosse o vazio entre duas notas de música, que as une ou as separa”. O vazio convoca o silêncio. Como lida com ele? “Não há ‘o’ silêncio, há vários silêncios. O silêncio é como os sons, é um mundo sem fim. E manifesta-se de muitas maneiras e toma formas diferentes. E o mais extraordinário do silêncio é que ele fala de uma maneira que não há palavras que o possam descrever”.

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