JPP convoca presidente do conselho de administração do SESARAM para abordar unidade de medicina nuclear

O partido requereu ainda a entrega da correspondência entre Rafael Macedo e o conselho de administração do SESARAM, entre 2015 e 2019, tendo em conta as declarações proferidas pelo médico e também face ao funcionamento da unidade de medicina nuclear, proferidas em comissão de inquérito da Assembleia Legislativa da Madeira.

O JPP decidiu chamar a presidente do conselho de administração do Serviço Regional de Saúde (SESARAM), Tomásia Alves, para prestar declarações à comissão de inquérito à unidade de medicina nuclear que se está a realizar na Assembleia Legislativa da Madeira.

O partido refere que para além de ter entregue este requerimento à presidente da comissão de inquérito à unidade de medicina nuclear, para a prestação de depoimento de Tomásia Alves, também pediu a entrega de documentação referentes à troca de correspondência entre Rafael Macedo, coordenador da unidade de medicina nuclear do SESARAM, e o conselho de administração do SESARAM, ou seus representantes, entre 2015 e 2019.

O JPP diz ser fundamental ter estes documentos tendo em conta as decisões tomadas pelo conselho de administração relativamente a Rafael Macedo e também ao futuro do funcionamento da unidade de medicina nuclear, e ainda pelas “declarações proferidas por alguns depoimentos” dados na comissão de inquérito relativamente ao atraso na abertura da unidade de medicina nuclear no SESARAM.

De referir que o SESARAM decidiu suspender e também abrir um processo disciplinar a Rafael Macedo.

“Não vamos continuar a permitir que um trabalhador que mereceu a nossa confiança, que sempre tentamos responder aos seus anseios, garantindo sempre a confiança no seu trabalho continue a denegrir a imagem de todos nós, usando as redes sociais sem responsabilidade e sem grande sustentação nas informações que veicula”, afirmou Tomásia Alves, presidente do conselho de administração do SESARAM, justificando a decisão de abrir um processo disciplinar a Rafael Macedo.

O médico acusou alguns colegas de forte negligência e de terem administrados tratamentos não adequados, durante a audição parlamentar que se realizou na Assembleia Regional.

 

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