PremiumJulião Sarmento: Eternamente indisponível para banalidades

Foi um dos mais internacionais artistas portugueses, mas também um dos mais internacionalistas, para quem as fronteiras foram sempre desprezíveis ou inexistentes. Soares não falhou a possibilidade de o tornar comendador, não fosse o destino reservar-lhe o impossível anonimato.

Se fosse caso disso – e era-o muitas vezes – Julião Sarmento, quando entrevistado, iniciava a resposta à segunda pergunta que se lhe fizesse, deixando entender que a primeira tinha sido mais ou menos boçal e que a sua disponibilidade para as banalidades era muito limitada.

A sua vida artística respondia por essa indisponibilidade: o experimentalismo consequente e o desbravar de alternativas – sem chegar ao paradoxo da arte conceptual, que carece de explicação perante a surpresa – marcaram em definitivo a obra de um inconformista que não se dava ao trabalho de ter de a explicar, até porque não era preciso.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

Livro: “Sair da Estrada – Um jornalista em reportagem”

A lupa de Paulo Dentinho, o jornalista que se fez repórter no ir em busca da notícia, dê por onde der, seja onde for. Entre Angola, Líbano e Turquia, passando pela Síria, 13 reportagens para ‘engolir’ de um trago.

Músicas tradicionais de Portugal, Espanha, Cabo Verde e Cuba em festival no Seixal

Dedicado à música popular e tradicional, o festival congrega artistas, instrumentos e ritmos nativos originais, nos dias 19 e 20 de junho, em concertos que se realizam sempre a partir das 19:00 horas, em ambos os dias.

Morreu o escritor António Torrado

Segundo José Jorge Letria, António Torrado morreu em casa, em consequência de doença prolongada. Tinha 81 anos.
Comentários