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Justiça dos EUA rejeita alegações contra Trump em documentos do caso Epstein

Numa mensagem divulgada na rede social X, o Departamento de Justiça informou ter divulgado cerca de 30 mil novas páginas de documentos relacionados com o empresário financeiro e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, sublinhando que algumas incluem acusações apresentadas ao FBI pouco antes das eleições presidenciais de 2020.
epa12273726 US President Donald J. Trump, with HHS Secretary Robert F. Kennedy Jr., delivers remarks during a Making Health Technology Great Again event in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 30 July 2025. The White House and the Centers for Medicare and Medicaid Services have received commitments from 60 healthcare technology companies to collaborate on a new health technology advancement initiative. EPA/SHAWN THEW
23 Dezembro 2025, 14h30

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos classificou hoje como “falsas e sensacionalistas” as alegações contra o Presidente Donald Trump contidas em novos documentos divulgados no âmbito do caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Numa mensagem divulgada na rede social X, o Departamento de Justiça informou ter divulgado cerca de 30 mil novas páginas de documentos relacionados com o empresário financeiro e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, sublinhando que algumas incluem acusações apresentadas ao FBI pouco antes das eleições presidenciais de 2020.

“Para que fique bem claro: estas alegações são falsas e infundadas”, assegura o Departamento de Justiça, que responde diretamente perante o Presidente.

Segundo as autoridades norte-americanas, pelo menos 8.000 novos documentos da investigação foram tornados públicos, incluindo centenas de vídeos e gravações áudio, bem como imagens de vigilância da cela de Epstein, datadas de agosto de 2019, quando foi encontrado morto numa prisão de Nova Iorque, antes de ser julgado.

O Departamento de Justiça disponibilizou cerca de 11.000 ligações para documentos adicionais, embora algumas não estejam acessíveis, alegando necessitar de mais tempo para divulgar o restante material de forma a proteger a identidade das vítimas potencialmente expostas em fotografias, vídeos e mensagens de texto.

A divulgação integral estava legalmente prevista até 19 de dezembro.

A oposição democrata acusa o Departamento de Justiça de atrasar deliberadamente o processo para proteger o Presidente.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, classificou a situação como uma “tentativa de encobrimento” e apresentou um projeto de lei para reforçar a pressão sobre o Departamento de Justiça, que acusa de violar a lei ao não cumprir o prazo.

A divulgação dos ficheiros visa esclarecer os laços de Epstein com figuras influentes, incluindo Trump, que surge em imagens ao lado do empresário.

Embora tenha prometido durante a campanha de 2024 tornar públicos os documentos, o Presidente denunciou posteriormente o processo como uma “farsa” promovida pelos democratas.

Após meses de protestos, incluindo de setores do Partido Republicano, Trump acabou por sancionar, em novembro, uma lei que obriga o Governo a divulgar todos os documentos não classificados relacionados com o caso Epstein que estejam na sua posse.


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