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Klarna e Revolut colocam a Europa de volta no mapa global de investimentos

Para os investidores, isto é um sinal de que “a tecnologia europeia já não é um nicho mainstream”. O financiamento “está a regressar, os setores da IA, saúde e desenvolvimento sustentável são atrativos, e as iniciativas públicas e privadas estão a lançar as bases para um crescimento em larga escala”, defendem.
11 Setembro 2025, 22h35

A análise é dos analistas da Freedom24 e conclui que o ecossistema tecnológico europeu está de volta ao centro das atenções. “A tecnologia financeira europeia está a regressar não com promessas, mas com negócios reais, a Revolut está a demonstrar que o ecossistema pode rivalizar com a escala dos bancos tradicionais; a Crowdcube e plataformas semelhantes estão a expandir a liquidez; e a Klarna é um indicador da procura por soluções fintech europeias”, escreve a corretora.

“Por outro lado, o financiamento está a regressar, os setores da IA, saúde e desenvolvimento sustentável são atrativos”, acrescenta a Freedom24.

“Há apenas alguns anos, o setor tecnológico europeu era visto como secundário, lembra a Freedom24, que cita “uma série de IPOs fracassados em 2022-2023 e uma janela fechada para colocações pareciam ser um argumento convincente a favor do declínio do papel da região”. Mas 2025 está a mudar o panorama. O capital está a regressar à Europa, liderado por negócios de tecnologia financeira que mostram que a região é novamente capaz de atrair grandes capitais privados e institucionais”, defendem os analistas.

A Freedom24 lembra que em maio de 2025, as startups da região levantaram 5,5 mil milhões de euros através de 341 transações, o que traduz um aumento de 66,7% em relação a abril (3,3 mil milhões de euros através de 311 transações), citando a Tech.eu. “O interesse concentrou-se na inteligência artificial, no desenvolvimento sustentável e na cibersegurança, confirmando uma mudança nas prioridades de investimento”, refere a corretora.

“As grandes consultoras observam também um aumento do interesse em computação em nuvem e bioengenharia, áreas em que os investimentos em ações continuam a crescer. Isso confirma a mudança estratégica dos mercados da União Europeia em direção a tendências tecnológicas profundas”, acrescenta a empresa.

A Freedom24 diz que apesar dos desafios que vão desde o complexo quadro regulamentar da UE até à instabilidade global, a Europa está gradualmente a formar a sua “cidadania tecnológica”: um equilíbrio entre inovação, soberania e independência digital. “Por exemplo, o programa InvestAI fornece 200 mil milhões de euros em investimentos para o desenvolvimento de infraestruturas de IA, incluindo apoio à criação de gigafábricas de IA e centros de dados”, referem os analistas.

Para os investidores, isto é um sinal de que “a tecnologia europeia já não é um nicho mainstream”. O financiamento “está a regressar, os setores da IA, saúde e desenvolvimento sustentável são atrativos, e as iniciativas públicas e privadas estão a lançar as bases para um crescimento em larga escala”, defendem.

“Para os investidores, esta é uma janela de oportunidade: a Europa ainda está a negociar com um desconto em relação aos EUA, mas as empresas estão a tornar-se maiores e mais estáveis. Vale a pena entrar na tendência de forma seletiva — através de ETFs, participação em IPOs e uma escolha criteriosa de ofertas em fases avançadas, excluindo histórias com uma trajetória de rentabilidade incerta”, diz a corretora.


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