Klaus Regling: Reversão dos cortes na Função Pública “deve ser vista com preocupação”

Depois de Schäuble, o também germânico Klaus Regling lançou avisos às políticas económicas do governo português.

Klaus Regling, presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), alertou esta quarta-feira para a necessidade de Portugal não inverter o rumo das reformas económicas.

A reversão dos cortes nos salários dos funcionários públicos foi apontada como um exemplo de retrocesso nas reformas: “É algo que deve ser visto com preocupação” afirmou em declarações citadas pela Reuters.

A agência de notícias refere ainda que Regling realçou o crescimento dos custos de financiamento desde que o novo governo português tomou posse.

O IGCP revelou ontem que a dívida pública no âmbito do Programa de Assistência Financeira, ascende a 70,1 mil milhões de euros (38,5% do PIB), dos quais 27,3 mil milhões de euros dizem respeito ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, 24,3 mil milhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e 18,5 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

Também ontem o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, afirmou que Portugal estava no caminho certo até à mudança de governo.

Relacionadas

Schäuble: Portugal estava no caminho certo até à mudança de governo

Wolfgang Schäuble adverte que caminho de Governo de António Costa corre “grande risco”.

Dívida do estado aumenta em setembro

Cerca de 40% da dívida é proveniente do Programa de Assistência Financeira.
Recomendadas

Levantamento de restrições e valorização da libra indicam recuperação do turismo britânico em Portugal

A fintech Ebury, especializada em pagamentos internacionais, diz que, tendo em conta a preferência dos portugueses por destinos de praia, os destinos mais vantajosos em termos cambiais são o Dubai (Emirados Árabes Unidos), as Caraíbas e Zanzibar, na Tanzânia.

Região do Alentejo espera aumentar produção de vinho até 10% este ano

Segundo as previsões da Universidade do Porto, a região vitivinícola do Alentejo estima aumentar a produção para 120 milhões de litros de vinho, contra os 113 milhões de litros produzidos no ano passado, o que já representou uma subida de 15% face a 2019.

Associações deixam comissão sobre estratégia dos cereais e culpam Governo

Em causa está a “evidente falta de compromisso” do Ministério da Agricultura em aplicar esta estratégia, sobretudo, após ter remetido às confederações um documento relativo às decisões sobre os pagamentos diretos 2022 da Política Agrícola Comum (PAC).
Comentários