Entre 12 e 14 de setembro celebra-se a diversidade do bairro de Arroios, mas também se levantam questões sobre os eventuais estereótipos que se ‘colam’ a este bairro lisboeta. Acima de tudo, o que o Festival TODOS – Caminhada de Culturas propõe nesta edição é que o público se embrenhe no cruzamento de linguagens e identidades deste território.
E para o ilustrar de forma transversal, o festival e o Istituto Italiano di Cultura de Lisboa, convidaram a fotógrafa italiana Valentina Vannicola, já conhecida do público do TODOS pela exposição Ulisses. Desembarque em Santa Clara (2022), regressa com um novo projeto de fotografia – já conhecida do público do TODOS pela exposição Ulisses. Desembarque em Santa Clara (2022) – a desenvolver um novo projeto de fotografia encenada focado em Arroios. Objetivo? Refletir sobre este território complexo e vibrante da capital, “onde se cruzam histórias individuais e coletivas, diferentes culturas e contínuas transformações urbanas e sociais que fazem da freguesia um espelho dinâmico do mundo contemporâneo”, realça a organização no site oficial do festival.
No cardápio do TODOS estará, também, a peça “Viemos Roubar os Vossos Maridos”, da encenadora Maria Giulia Pinheiro, que, a 12 de setembro, sobe ao palco do Auditório Camões. Inspirada no mediático caso das “Mães de Bragança”, a peça parte de uma perspetiva crítica para levantar questões sobre estereótipos, machismo e xenofobia.
No dia seguinte, 13 de setembro, a Biblioteca do Liceu Camões será palco de um debate com a atriz Lucélia Santos, que terá como foco a causa amazónica, seguido de um pocket show de Max Lisboa. No mesmo dia, o Largo do Intendente recebe o concerto da banda Ayom, liderada por Jabu Morales, que traz uma sonoridade marcada pelos ritmos afro-brasileiros e pela diáspora africana.
A 14 de setembro, o projeto “Mi Casa es su Casa” abre portas de casas particulares de Arroios para experiências gastronómicas e musicais. O chef paulista Honey Lima convida a um almoço temático inspirado em sabores do mundo com alma brasileira, seguido de uma atuação intimista da cantora italiana Teresa Corrado. Mais tarde, no pátio da casa de D. Fifi, haverá um concerto gratuito de Max Lisboa & Convidados, mediante inscrição prévia.
Recuperamos o mote do Festival, estar Lado a Lado, para sublinhar que se trata de uma imagem bonita, sim, mas que vai para além disso. “É um exercício de atenção e empatia. Um compromisso com a escuta, com o cuidado e com a construção de proximidade verdadeira entre pessoas que, apesar de partilharem o mesmo espaço, muitas vezes vivem em mundos separados”, como sublinha a organização.
Por essa razão, um dos momentos mais aguardados deste festival é a Marcha de TODOS, que reunirá centenas de artistas de mais de 20 nacionalidades num espetáculo coletivo de rua, celebrando a diversidade cultural e o espírito comunitário. A programação inclui ainda apresentações de novo circo, como a companhia Rozéo com mastro chinês, visitas guiadas, performances, cinema, exposições e experiências gastronómicas vindas de diferentes geografias.
“Num tempo de polarizações e ruído constante, acreditamos que é preciso parar; olhar à volta; observar o que é visível e procurar desvendar o invisível; criar espaços de escuta”. O bairro de Arroios quer ser a prova de que isso é possível.
Grande parte das atividades do festival é de acesso gratuito, embora algumas iniciativas exijam inscrição ou reserva antecipada. Consulte aqui toda a programação.
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