[weglot_switcher]

Le Pen: Rússia diz que França “matou a democracia”

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a França “matou a democracia” com a condenação da líder de extrema-direita Marine Le Pen.
Benoit Tessier/REUTERS
3 Abril 2025, 11h31

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse esta quinta-feira que a França “matou a democracia” com a condenação da líder de extrema-direita Marine Le Pen por peculato. Com certeza especialista na matéria, o governo russo já antes havia deixado indicação de que a condenação de Le Pen – mas principalmente o facto de a líder de extrema-direita ter sido proibida de concorrer a cargos públicos durante cinco anos – era anti-democrático.

O Kremlin já tinha dado conta do seu descontentamento face à evolução da democracia na Europa quando o Tribunal Constitucional romeno anulou as eleições presidenciais que, no final do ano passado, determinavam a passagem à segunda volta do candidato de extrema-direita e pró-russo Calin Georgescu.

Le Pen foi proibida de concorrer às eleições presidenciais francesas de 2027 depois de ser condenada por peculato na segunda-feira passada – mas a decisão pode não ser definitiva (apesar de já estar em execução) se um tribunal de apelação decidir em sentido contrário. Zakharova disse que a Rússia espera que Marine Le Pen tenha sucesso nesse recurso contra a decisão desta semana.

Le Pen é a principal opositora política do presidente francês Emmanuel Macron, a quem a Rússia criticou fortemente pelo seu apoio à Ucrânia e ao envio de tropas europeias para Kiev no caso de um acordo de paz com Moscovo. Marine Le Pen foi uma das políticas europeias que o Kremlin apoiou financeiramente, sendo dada como uma das mais consistentes apoiantes de Vladimir Putin na Europa. Isso mesmo ficou bem evidente logo após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022 – mas posteriormente, e num quadro de ‘abrandamento’ do seu anti-europeismo, o seu apoio ao regime de Moscovo passou a ser menos claro.

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.